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Rapaz mostra a foto da mãe, que morreu em fevereiro deste ano. Foto: Cristiano Barbosa/A REDE

Diferentemente da maioria dos rapazes de sua idade, Everson Santana, 20, abdicou de tudo na vida para cuidar dos seus três irmãos mais novos – dentre eles há uma criança de apenas um ano e dois meses. Solitário numa batalha árdua de sobrevivência, ele bate à porta de instituições pedindo ajuda, mas nem sempre é atendido. “Estou me virando como posso”, acentua. O jovem mora com os irmãos em Ponta Grossa.

A vida dele não é fácil. Além da obrigação pela sustentação da criança e dos dois adolescentes, Everson se emociona ao falar da mãe, que morreu em fevereiro deste ano. ‘Desde aquele dia (27 de fevereiro) nada tem sido fácil. Assumi uma responsabilidade muito grande. Não é fácil você dormir e acordar no outro dia com essa obrigação. Mas é algo que me orgulha. É gratificante’, resume. Antes deste episódio, ele morava em Curitiba.

A morte da mãe ainda é assunto bastante delicado, segundo o próprio rapaz. ‘Ela levava uma vida de muitas dificuldades e teve depressão pós-parto. O dono da casa onde ela morava retirou todos os móveis dela’, comenta. Everson desconfia da verdadeira causa da morte da mãe. Contudo, prefere não discutir a questão. “Quero evitar sofrimento e especulações’, diz

Everson recebe uma pensão de aproximadamente R$ 500 e usa este dinheiro para pagar o aluguel. Ele chegou a conseguir emprego. Desistiu do trabalho pela necessidade de tomar conta dos irmãos  – especialmente do bebê. ‘Ele está na creche, mas os horários eram incompatíveis’, explica. Os irmãos de 12 e 14 anos estão na escola.

Para aumentar a renda, Everson começou a fazer enfeites de Natal. Quer aproveitar a época para conseguir dinheiro. Reclama, no entanto, da baixa procura. ‘Ninguém compra’, assinala. Ele precisa de fraldas para o bebê, sendo esta a sua maior necessidade de momento. Alimentos e roupas também são aceitos. ‘Estou na expectativa de conseguir uma casa da Prolar. Assim que conseguir, deixo de pagar aluguel e vai sobrar um pouco mais de dinheiro’, comenta. O telefone de Everson, que é de Ponta Grossa, para contato é o (42) 9810-0447. Ele diz que ‘toda ajuda será bem-vinda’.

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