Por Denise Mello

valentina2Valentina durante o internamento – Foto: Reprodução facebook

A mãe da pequena Valentina, a professora Amanda Vieira Rocha, fez um desabafo no Facebook na manhã desta quarta-feira (12). A filha, de apenas nove meses, morreu na segunda-feira (10), após complicações por ter passado por inúmeras cirurgias em razão de ter engolido uma presilha de cabelo no mês de outubro.

No relato hoje, bastante abalada, Amanda fala da dor da perda da filha e faz questão de colocar que a morte de Valentina “foi por conta de uma infecção hospitalar adquirida dentro do hospital…Não por conta da presilha engolida meses atrás”, diz ela em um dos trechos da postagem. A criança estava internada no Hospital Pequeno Príncipe (HPP), em Curitiba, que foi procurado pela Banda B na manhã do dia 12 e enviou nota negando a infecção no dia 14 (ver nota do HPP na íntegra abaixo).

Ainda na postagem, Amanda diz que ficou chateada pelo fato de alguns veículos de comunicação terem colocado que Valentina se foi por conta da presilha engolida “fazendo aparecer como se fosse uma mãe ruim”. Ela diz que essa informação “é equivocada” já que a morte teria ocorrido em função da infecção.

No post, Amanda diz: “Queridos amigos …a dor é imensa …a saudade maior ainda..mais eu estou bem… Prometi a ela que ficaria bem!

A Valentina se foi por conta de uma infecção hospitalar adquirida dentro do hospital… Não por conta da presilha engolida meses atrás… Estou muito chateada por conta de inúmeras reportagens em diversas emissoras com historias totalmente equivocadas… Dizendo até que minha filha se foi por conta da presilha engolida..e mais que era minha..fazendo parecer como seeu fosse uma mãe ruim… Deus confortou meu coração…se não fosse a presilha…seria um grão de arroz…mais passaríamos por isso de qualquer maneira… Por que a missão da Valentina era fazer milhões de pessoas se prostarem diante de Deus…se achegarem a Deus…”

Últimos momentos

Em uma declaração emocionante, a mãe relata ainda como foram os últimos momentos com a filha: “A infecção começou no rim…fígado…pulmão..e por último o coração…quando o batimento dela estava parando eu peguei ela no meu colo…
Cantei:
-Segura na mão de Deus..segura na mão de Deus…segura nas mãos de Deus e vai….
E ela se foi… Minha jóia mais preciosa descansou nos meus braços… Doiiiii…muuuito …mais eu vivi o meu luto ..chorei …gritei…mais me mantive forte..pois levei ela até sua casinha quentinha para o portal no céu!
Obrigada pelo carinho …obrigada de coração. amo vocês!”, finaliza.

Entenda o caso

A pequena Valentina, de nove meses, morreu no Hospital Pequeno Príncipe, nesta segunda-feira (10), após três meses de luta, em decorrência de complicações, que começaram após ela ter engolido uma presilha de cabelo. A notícia da morte foi dada pela própria mãe de Valentina, a professora Amanda Vieira Rocha, responsável por contar a história do tratamento da filha nas redes sociais e pedir por correntes de oração para a menina durante o período de tratamento. “E no meu colo a princesa descansou”, disse a mãe no facebook.

A história de Valentina foi compartilhada por muitas pessoas na rede social. Alguns posts feitos por Amanda chegaram a ter mais de 20 mil curtidas. A corrente online começou quando a menina foi internada em setembro e os médicos descobriram que uma presilha de cabelo estava no esôfago dela. Valentina então passou por uma cirurgia e parecia se recuperar, recebendo inclusive alta do hospital em meados de outubro, segundo o relato da mãe no facebook. Porém, no mesmo mês, ela teve complicações e precisou ser internada novamente e passar por novas cirurgias, até falecer na última segunda-feira.

Nota de esclarecimento do Hospital Pequeno Príncipe enviada à Banda B

O Hospital Pequeno Príncipe esclarece que a menina Valentina Vieira Rocha, 9 meses, que foi a óbito em nossas dependências na última segunda-feira (10), faleceu em função de complicações decorrentes de perfuração de esôfago ocasionada por um corpo estranho (objeto não identificado) de longa permanência. Todos os recursos, diagnósticos e terapêuticos necessários foram usados no decorrer dos internamentos, mas, após 25 dias da última internação, a menina não suportou a intensidade das complicações advindas da patologia.

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