Por Marina Sequinel

 

Um projeto de lei aprovado pela Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) vai obrigar os postos de combustíveis a informar quando a gasolina à venda for formulada, ou “de terceira”. O texto do deputado estadual Leonaldo Paranhos (PSC) tem como objetivo evitar que os consumidores sejam lesados, ao abastecer o carro sem saber pelo o que estão pagando.

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Deputado critica autorização da venda de gasolina formulada nos postos. (Foto: Divulgação)

A venda deste tipo de combustível foi autorizada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), iniciativa criticada pelo deputado. “Essa gasolina não tem qualidade, nem na substância em si ou no rendimento, já que rende cerca de 20% a menos que a normal, refinada. Além disso, ela traz prejuízos para o meio ambiente e ainda pode estragar as peças do carro”, disse ele em entrevista ao jornalista Adilson Arantes no Jornal da Banda B na manhã desta quarta-feira (14). Além de deputado, Paranhos é presidente da Comissão de Direito ao Consumidor da Alep.

De acordo com ele, algumas concessionárias não atendem os clientes quando veem que o problema do veículo teve como origem a gasolina formulada, mesmo se o automóvel estiver dentro do prazo de garantia. “O único benefício, que eu acredito ser ilusório, é o preço do combustível, que é mais baixo. Mas, nesse caso, o barato sai caro, porque o produto é de terceira. Já que a ANP autorizou isso, no Paraná nos restou trabalhar para que a gasolina seja, pelo menos, identificada para o consumidor”, completou Paranhos.

O projeto de lei, que foi aprovado e já passou para a sanção, determina que os postos de combustíveis deixem claro que está vendendo a gasolina formulada, feita em laboratório com o solvente da comum. “Nós queremos que o consumidor no mínimo saiba que está usando um produto com menos qualidade e deixamos a decisão de comprá-la nas mãos dele”, concluiu o deputado.