Da Redação com UOL

O estudante Lucas Eduardo de Araújo Mota, de 16 anos, “estava limpo” quando foi atingido e morto por um colega, com uma faca, dentro de uma escola pública estadual no bairro de Santa Felicidade, zona norte de Curitiba, durante as ocupações por alunos. Em outras palavras, o adolescente não usou nenhum tipo de droga sintética antes do crime, ocorrido no dia 24 de outubro no colégio Safel –uma das mais de 800 escolas públicas paranaenses então ocupadas contra a reforma do ensino médio por meio de medida provisória.

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Laudo aponta que Lucas não fez uso de drogas (Foto: Facebook)

A constatação sobre a não utilização de drogas sintéticas é da Polícia Científica e bate de frente com declaração dada no dia do crime pelo próprio secretário de Segurança Pública do Estado, Wagner Mesquita de Oliveira. Em uma entrevista coletiva convocada cerca de uma hora depois de o IML (Instituto Médico Legal) retirar o corpo do adolescente da escola, Oliveira afirmou que a morte do garoto havia sido uma “tragédia presumida” praticada por outro menor de 18 anos. Segundo o secretário, ambos teriam usado uma droga sintética conhecida como “balinha” e se desentenderam no interior da escola ocupada.

A família de Lucas afirmou que entrará com uma ação contra o Estado pela difamação do nome do adolescente.

Procurada pelo UOL, a Secretaria de Segurança Pública do Paraná informou que “as informações sobre o uso da droga sintética foram repassadas em depoimento prestado à equipe policial pelo autor do crime, no mesmo dia, e por testemunhas que estavam no local.”
“Os exames necessários, feitos pela Polícia Científica, foram anexados ao inquérito, cabendo posterior manifestação do caso pelo Ministério Público e Poder Judiciário”, encerrou a Secretaria, por meio de nota. A pasta não respondeu se o secretário vai se retratar pela declaração, como pedido pela mãe da vítima

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Uso de drogas

No dia do crime, um adolescente de 17 anos foi apreendido no fim da tarde desta segunda-feira (24) suspeito de matar o estudante. A informação foi confirmada pela Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná (Sesp), que informou ainda, à época, que a motivação do crime foi um descontrole a partir do uso de uma droga sintética.

Confira o que disse o secretário eme entrevista: “Segundo relato do menor autor do crime, eles dividiram uma droga sintética que chamam de balinha. Foram então até o alojamento, onde tiveram uma discussão. O Lucas teria partido para a agressão e o autor do crime teria tentado se defender. Logo na sequência dos fatos, o adolescente de 17 anos pulou o muro e fugiu do local. Ele acabou detido em casa”, explicou.

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