Por Felipe Ribeiro e Flávia Barros

Laudo do Instituto de Criminalística, obtido pela Banda B nesta quarta-feira (22), aponta que o corpo de Claudete Bohme Sampietri, de 59 anos, foi esquartejado com uma faca de cozinha. O exame também aponta marcas de sangue humano em uma grelha de churrasco, o que confirmaria as suspeitas da família de que o marido dela teria assado partes do corpo. Claudete foi encontrada sem a cabeça, braços e pernas no bairro Weissópolis, em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, no dia 21 de janeiro. Mauro Sampietri, de 59 anos, está preso desde o último dia 10 de março suspeito pelo crime.

Cartaz informando desaparecimento foi divulgado poucos dias antes do corpo ser encontrado (Divulgação Polícia Civil)

De acordo com o laudo, não foi encontrada nenhuma marca de sangue no serrote encontrado na casa do casal. Da mesma forma, nada foi encontrado no cinto de segurança do veículo analisado. A polícia agora aguarda exame de DNA para se confirmar se o sangue encontrado na grelha e na faca é de fato de Claudete.

O cartaz de desaparecimento de Claudete foi anunciado no dia 18 de janeiro pelo setor de Desaparecidos da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Três dias depois, em uma manhã de sábado, o corpo foi encontrado em um matagal. O Instituto Médico Legal (IML) só conseguiu confirmar, com exatidão a identidade da vítima, quase dois meses depois.

Mauro está preso temporariamente desde o dia 10. A detenção dele é válida por 30 dias, mas a DHPP vai pedir a conversão para prisão preventiva.

Denúncia

Claudete e Mauro eram casados há cerca de 30 anos, moravam no bairro Cajuru e tinham três filhos. Desde que foi preso, a família está em choque com o desfecho, mas encontrou forças para fazer denúncias graves sobre ele. “Há vinte anos, ele também foi suspeito de assassinato do próprio pai e da própria mãe. Todos sabiam que tinha sido ele porque não havia outra pessoa que pudesse estar com eles, enfim, por falta de provas ele não foi preso. E quando a Claudete sumiu e ele ficou dizendo que ela tinha ido embora, abandonado todos, ninguém acreditou porque todos sabiam o que ele já tinha feito”, acusa um familiar de Claudete, que mora em São Paulo, e pediu para não ser identificado com medo de represália. A entrevista foi feita com exclusividade à Banda B no dia da prisão de Mauro. De acordo com o familiar, os pais de Mauro foram assassinados no ano de 1997, com 17 dias de diferença.

Antes de supostamente desaparecer, Claudete viajou para a cidade da família e falou sobre a intenção de se separar. “Ela disse para todos que queria a separação, não queria mais voltar para Curitiba, ela voltou para ver a separação e porque o Mauro fazia chantagem psicológica dizendo que, se ela não voltasse, ele iria sumir. Ela voltou e voltou para a morte porque isso aconteceu dois dias depois. Nos áudios, ela dizia que ele era frio e tinha medo dele”, detalhou.

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