O governador Beto Richa assinou nesta quinta-feira (09/05) dois protocolos de intenções com a Klabin para enquadrar no programa Paraná Competitivo investimentos que somam cerca de R$ 7 bilhões. O primeiro é para implantação de uma nova unidade de celulose em Ortigueira. O projeto Puma, como a empresa denomina, terá investimento de R$ 6,8 bilhões. O outro protocolo, de R$ 230 milhões, é para modernização da unidade de Telêmaco Borba (leia box).

A nova unidade de Ortigueira irá criar 8,5 mil empregos diretos e indiretos na fase de construção, e 1.400 postos para a operação da fábrica. Pelo acordo, 12 municípios com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) vão repartir o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). “É o maior investimento privado da história do Paraná. Com a implantação da Klabin garantimos o resgate econômico e social desta importante região do Paraná”, afirmou o governador.

A fábrica da Klabin tem produção projetada de 1,5 milhão de toneladas de celulose por ano. O projeto começa a ser implantado neste ano e a previsão é entrar em operação em 2015. “Isso demonstra a confiança retomada com o setor produtivo, para que o Estado volte a crescer”, disse Beto Richa.

Richa afirmou que o compromisso do governo é investir na industrialização do interior. Ele lembrou que o Paraná Competitivo já atraiu 120 empresas para o Paraná, responsáveis por investimentos de R$ 20 bilhões e a geração de 136 mil empregos diretos. “O Paraná resgatou a confiança do setor produtivo, com um governo mais aberto ao diálogo, estável e com segurança jurídica”.

O secretário da Fazenda, Luiz Carlos Hauly, destacou que o investimento da Klabin é reflexo de uma política industrial moderna adotada pelo Estado nos últimos dois anos, e que a nova fábrica será um atrativo para que outras empresas se instalem na região, nos setores de madeira e móveis, por exemplo. “Esta fábrica é a coroação do grande esforço que fizemos para que o Paraná volte a se desenvolver de forma harmônica e acelerada”, disse Hauly.

“Todos devem se perguntar a razão da Klabin anunciar um investimento deste porte no coração do Paraná”, disse o presidente da Klabin, Fabio Schvartsman. “Respondo com quatro fatores: o econômico, pois será uma das plantas mais competitivas do mundo; o social, já que trará desenvolvimento; o ambiental, pela preocupação com o meio ambiente; e, principalmente, pelo apoio de um governo que quer ver o desenvolvimento do seu Estado. Temos a chance de implantar uma fábrica que será a mais sustentável do planeta”, afirmou Schvartsman.

GANHOS – A nova fábrica da Klabin será construída em área própria da empresa, localizada na comunidade rural conhecida como Campina dos Pupo, a 15 quilômetros da área urbana de Ortigueira. O empreendimento trará ganhos econômicos e sociais, que resultarão em incremento da renda para a região, com atração de novas empresas, oportunidades de empregos, aumento na demanda para o setor de serviços, formação e qualificação profissional, melhoria da infraestrutura regional.

Pelo acordo firmado com o governo do Estado, a Klabin se compromete a investir na preservação do meio ambiente, em conformidade com as legislações municipal, estadual e federal; a concentrar suas exportações e importações necessárias ao empreendimento e suas exportações nos portos e aeroportos paranaenses, com desembaraço aduaneiro no Estado.

A empresa também vai a investir na formação e qualificação de trabalhadores, em parceria com escolas profissionalizantes e institutos de pesquisas estabelecidos no Paraná, além de utilizar instrumentos de incentivos fiscais a serem aplicados no Estado para Ciência e Tecnologia, Fundo Estadual para Infância e Adolescência, cultura, esportes e paraesporte.

Fabio Schvartsman declarou que a determinação do governador mostra o comprometimento do Estado com a industrialização do Paraná. “Isso reforça nossa convicção de que o Estado é parceiro do produtor. Com uma junção de esforços, vamos implantar essa nova indústria que irá gerar impostos e empregos para os paranaenses”.

ICMS – O novo empreendimento irá gerar R$ 500 milhões de impostos na fase de investimentos e R$ 300 milhões ao ano quando a fábrica estiver em operação. Convênio assinado no início do ano define que ICMS proveniente das operações da nova fábrica de celulose seja dividido entre doze municípios dos Campos Gerais e Norte Pioneiro.

Ortigueira, sede da indústria ficará com 50% do tributo e os 50% restantes serão partilhados entre todos os municípios fornecedores de matéria prima. São eles: Cândido de Abreu, Congoinhas, Curiúva, Imbaú, Reserva, Rio Branco do Ivaí, São Jerônimo da Serra, Sapopema, Telêmaco Borba, Tibagi e Ventania.

A divisão atende critérios que consideram o volume de madeira enviado às fábricas da Klabin no Paraná, o número de habitantes e a evolução municipal do Índice Ipardes de Desempenho Municipal (IPDM). De acordo com o governador, a partilha dos tributos gerados pelo novo empreendimento será fundamental para a consolidação de um desenvolvimento mais homogêneo na região.

Maior produtora, exportadora e recicladora de papéis do Brasil, a Klabin já mantém uma unidade no Paraná, em Telêmaco Borba, onde produz papéis e cartões para embalagens, embalagens de papelão ondulado, sacos industriais e também comercializa madeira em toras.