Por Luiz Henrique de Oliveira

A Justiça do Trabalho proibiu a Urbanização de Curitiba (URBS) e as empresas de ônibus de descontarem o salário dos motoristas de ônibus assaltados durante o trabalho. A decisão, tomada nesta terça-feira (6), ainda multou em R$ 1 milhão a URBS e dois sindicatos, o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo de Curitiba e Região (Setransp), e o Sindicato dos Motoristas e Cobradores (Sindimoc). O valor deverá ser dividido entre as três entidades.

A multa aconteceu porque a prática de descontar salários estava prevista em uma norma coletiva acertada entre o Setransp e o Sindimoc, em 2010, a qual a URBS tinha ciência. Atualmente, o Sindimoc é presidido por outras pessoas, que na época foram os responsáveis pela denúncia. Eles prometem recorrer ao valor estipulado pela justiça.

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(Foto: Divulgação TCE-PR)

“O trabalhador não pode ser prejudicado mais uma vez. Nós retiramos essa determinação em nossas convenções coletivas e é importante destacar que o atual presidente, Anderson Teixeira, foi quem denunciou essa prática, que resultou até na prisão de membros da antiga gestão do Sindimoc. Nós ficamos felizes com a decisão, mas vamos lutar contra essa multa”, afirmou à Banda B Dino César, vice-presidente do Sindimoc.

Na sentença proferida pelo juiz Luciano Augusto de Toleado Coelho, está descrito que os motoristas e cobradores assaltados eram punidos sobre a justificativa de ato de negligência ou imprudência, apenas para evitar prejuízo ao empregador.

O valor pago pelas entidades deverá ser encaminhado para um fundo destinado a desenvolver atividades que aumentem a segurança no transporte coletivo de Curitiba.