O recurso do Ministério Público do Paraná (MP-PR) que pedia a prisão da ex-chefe da UTI do Hospital Evangélico, Virgínia Helena Soares de Souza, foi negado no final da tarde desta quarta-feira (3). A médica foi solta no último dia 20 de março por uma decisão do juiz Daniel Surdi de Avelar, da 2ª Vara do Tribunal do Júri. A informação foi repassada pelo advogado de defesa, Elias Mattar Assad.

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Virgínia é acusada pelo Núcleo de Repressão aos Crimes Contra a Saúde (Nucrisa) e pelo MP-PR por sete homicídios duplamente qualificados e formação de quadrilha entre janeiro de 2006 e fevereiro de 2013. De acordo com a denúncia do MP, Virgínia comandava um esquema no qual por uso de medicamentos conjugados antecipava a morte de pacientes na UTI. De acordo com o órgão, ela comandava o esquema definindo quais pacientes iam morrer para, como ela própria diz nas gravações, “desentulhar a UTI”. O motivo deste procedimento ser feito não foi relatado pelo MP. A denúncia tem como base dezenas de depoimentos, interceptações telefônicas e prontuários médicos.

“Bomba”

Na última segunda-feira (1), Assad prometeu divulgar uma “bomba” que pode mudar os rumos da investigação. Segundo ele, nos dias que antecederam a páscoa a sua equipe recebeu uma ligação de São Paulo com detalhes da operação que desencadeou o caso. “Se a Polícia Civil e o Ministério Público trabalham com denúncias anônimas, a defesa também pode preservar a identidade do seu denunciante, mas eu garanto que as autoridades do estado foram muito bem manipuladas”, afirmou.