A justiça concedeu liberdade provisória aos delegados Luiz Carlos de Oliveira e Gérson Machado e ao investigador Aleardo Righetto, na tarde desta quinta-feira (4). Eles haviam sido presos na quarta-feira (3) por posse ilegal de armas e munições durante a Operação Vortex, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná.

A liberdade foi concedida pela 1ª Vara de Inquéritos Policiais de Curitiba, mas o delegado Machado deve permanecer na cadeia, já que alegou não ter dinheiro pra pagar a fiança, estipulada em 30 salários mínimos nacionais (R$ 20.430). Righetto e Oliveira deixaram a cadeia no início da noite de ontem após pagarem a fiança que, no caso de Righetto foi menor, cerca de R$ 10 mil. O advogado de Machado, Rafael Pellizzetti, disse que deve entrar com um pedido de revisão do valor da fiança nesta sexta-feira (5).

Os três são suspeitos de participar do esquema de corrupção, que envolveria a cobrança de propina em falsas fiscalizações realizadas em lojas de autopeças. Pela manhã, o delegado-geral da Polícia Civil, Marcus Vinícius da Costa Michelotto, os afastou dos cargos até que sejam concluídas as investigações do Gaeco relativas a um suposto caso de extorsão.

Machado está preso no Centro de Triagem I. Os dois delegados foram afastados dos cargos pelo comando da Polícia Civil até que as investigações sejam concluídas.