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Quinta acusada se entregou nesta segunda-feira (25)

A Justiça determinou na noite desta segunda-feira (25) o fim do sigilo nas investigações policiais que apuram pelo menos seis mortes ocorridas na UTI do Hospital Evangélico, de Curitiba. A determinação foi da Vara de Execuções Penais atendendo um pedido da própria delegada responsável pelo caso, Paula Brisola.

Mas, segundo a assessoria da Polícia Civil, os detalhes sobre a motivação dos crimes e os nomes das seis pessoas que teriam sido mortas em função de ações da médica Virgínia Helena Soares de Souza, só serão divulgados após a delegada entrar em contato com as famílias das vítimas.

No pedido de decretação do sigilo nas investigações, já havia a informação de que, assim que todos os suspeitos fossem presos, poderia acabar o segredo de justiça. As investigações levaram à prisão da cinco pessoas (quatro médicos e uma enfermeira), entre elas a dra. Virginia, apontada como a principal responsável pela morte dos pacientes. Todos negam as acusações.

Quinta acusada

Ontem, foi cumprido o quinto mandado de prisão expedido no caso das mortes na UTI do Evangélico. Uma enfermeira que trabalhava na equipe da dra. Virginia Soares de Souza, de 59 anos, se apresentou com um advogado, por volta das 14h30. Ela, assim como outros três envolvidos presos, estão detidos por meio de um mandado de prisão temporária de 30 dias. Já a doutora Virginia está detida por conta de um mandado de prisão preventiva, que dura três meses.

No sábado, o Departamento da Polícia Civil informou que a Justiça concedeu cinco mandados de prisão relativos à investigação feita pelo Núcleo de Repressão aos Crimes contra a Saúde (Nucrisa) sobre o trabalho da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital. Segundo nota divulgada à imprensa, são mandados de prisão temporária por 30 dias contra pessoas que trabalhavam na UTI. Três médicos foram presos. A quinta decisão judicial converteu o mandado de prisão temporária de 30 dias em prisão preventiva contra Virgínia Soares de Souza, 59 anos, presa desde a última terça-feira (19). Mais informações sobre o inquérito não podem ser repassadas pois o processo segue sob sigilo de Justiça.

Ministro da Saúde

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta segunda-feira (25) que as mortes registradas na UTI geral do Hospital Evangélico, em Curitiba, são “caso de polícia” e defendeu a punição dos responsáveis.

“O ministério vê como caso de polícia, não de saúde. Quando se tornou público, o ministério colocou um auditor do SUS para outras investigações que possam acontecer. Acreditamos na apuração que a polícia está realizando. Tem que ser punido veementemente qualquer responsável”, disse o ministro durante encontro para a divulgação de dados sobre a dengue no país.