Por Elizangela Jubanski e Juliano Cunha

O jovem Cleber Humberto Schneider, 24 anos, que cumpria pena na Penitenciária Estadual de Piraquara II, foi encontrado morto dentro de uma cela durante a noite deste domingo (7). A Polícia Civil investiga se ele foi morto por colegas de cela ou se ele mesmo pode ter se matado.

Durante a noite de ontem (8), a tia da vítima, Berenice Schneider, fazia a liberação do corpo no Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba, contou à Banda B, que o jovem tinha envolvimento com crimes e ilícitos e uma vida marcada pela rejeitão. Cleber foi rejeitado pela mãe, não sabia quem era o pai, foi morar com um tio, mas acabou tomado da família com 14 anos pela Assistência Social porque apanhou do responsável depois de um roubo. A partir daí começou a usar drogas, roubou, traficou e matou.

“A partir do momento que ele foi para essa assistência social ele virou, porque ao invés de darem suporte, os abandonaram. Foi então que começou na droga e acabou nas ruas. Ele ficou preso 8 anos, desde que essa mulher o tirou da casa do tio dele, ele acabou na prisão e não saiu mais. Ele dizia que a mãe dele morreu, que ele tinha saudade da mãe de criação dele. Mas, a tia que criou ele não podia entrar na cadeia porque não tinha a guarda oficial como mãe e lá só pessoas muito próximas entram. Isso é um absurdo porque ela queria entrar para dar amor a ele e isso eles não deixaram fazer. Drogas, maconha, coisas que não prestam entram, mas amor não entra ”, revolta-se a tia do garoto.

Segundo a tia, ainda se tornou esquizofrênico pelo consumo de drogas. “Ele fez tudo já na vida. Ele roubou, assaltou, matou, se drogou. Isso é uma pena, meu Deus, porque ele poderia ter ficado na casa do tio dele e poderia ter sido diferente”, finalizou. Berenice acredita que o jovem foi assassinado dentro da cadeia. A Delegacia de Piraquara investiga o caso.