Da Redação

Jovem usou o Facebook para denunciar as agressões (Foto: Reprodução)

O curitibano Bruno Vanini usou as redes sociais, nesta sexta-feira, para denunciar que foi espancado na saída do ‘Bar do Simão’, um dos principais bares LGBT de Curitiba, localizado na Av. Manoel Ribas, região central da cidade. Bruno contou que comemorava o aniversário com amigos no estabelecimento, quando um rapaz começou a ameaçar os clientes, dizendo que bateria em todo mundo. Por volta das 5h de sexta, quando ia embora com um amigo, Bruno foi abordado e sofreu as agressões.

“No momento que ele pisou fora da balada, chegou me intimando, falando que eu tinha zombado da cara dele na balada (eu nem vi ele a balada inteira) e logo após isso, começou a me dar vários socos”, escreveu o jovem, que relatou ter sido jogado no chão. “Tive o cabelo puxado, o rosto batido contra o asfalto, tomei socos e fui estrangulado”, descreveu ainda.

Em seu relato, Bruno afirma que após isso pediu socorro para os seguranças do bar, porém eles não foram ajudar. Então, tentou fugir em direção à casa de um amigo no Largo da Ordem, porém acabou novamente espancado.

“Nisso, comigo vulnerável no meio desses 4, um deles me deu um soco na cara, e os outros já iam entrar no meio e me bater também. Nisso, tentei correr para longe deles mas o outro me perseguiu, me fechou numa parede e começou a falar que eu tinha zoado com a cara dele e que agora eu ia pagar por isso. Só conseguia pensar, onde estavam os meus amigos? O Renato simplesmente tinha sumido, nenhum segurança do Simão foi atrás pra ajudar, não tinha simplesmente NINGUÉM lá a não ser eu e eles. Descobri depois que o Renato e Cadu (outro amigo) foram atrás de mim na chance de poderem me ajudar, mas os covardes falaram que se eles continuassem a segui-los eles iam morrer também”, disse.

Confira abaixo o relato completo do jovem, que acredita ter sido vítima de homofobia:

Outro lado

O Bar do Simão se pronunciou por meio de sua página no Facebook sobre o caso.

O Bar do Simão vem por meio desta nota afirmar que não compactua com qualquer tipo de violência, seja de ordem homofóbica, machista ou de outro caráter de intolerância.

A casa está prestando toda a assistência à vítima, já identificamos os agressores para que medidas judiciais sejam tomadas, assim como a total exclusão dos mesmos no ambiente da casa.

Reconhecemos o erro dos funcionários e assumimos como nosso. Nossa primeira decisão ainda ontem foi afastar os dois funcionários envolvidos, tanto o que negou auxílio, quanto o outro que de alguma maneira se envolveu no ocorrido. O próximo passo agora é procurar reorganizar a equipe de forma ainda mais criteriosa, procurando trabalhar apenas com pessoas que reflitam o espírito da casa que a fez ser conhecida e considerada por muitos como “SimãoLar”. Vamos buscar auxílio com profissionais das áreas que mais afligem nosso público para melhorar nosso atendimento.

Pedimos desculpas aos envolvidos e ao nosso público. Sabemos que nenhuma das atitudes vai diminuir a dor ou o trauma de um espancamento.

Desde ontem uma série de suposições está sendo feita pelo público e pedimos para todos, que assim como nós, procuremos buscar as informações de fato do que ocorreu para nenhuma pessoa mais passe por esse tipo de situação.

Agradecemos aos clientes que contribuíram para que o caso seja esclarecido e resolvido.