Da redação com Portal Terra

O Portal Terra traz mais informações sobre os crimes praticados por Eduardo Gaievski (PT), ex-assessor da Casa Civil, acusado de estuprar menores. Segundo informações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Foz do Iguaçu, Gaievski havia combinado encontros com adolescentes em troca de dinheiro. Além disso, ele teria escapado de ser preso em flagrante em três ocasiões no ano de 2010, quando ainda era prefeito da cidade de Realeza (PR), a 540 quilômetros de Curitiba, e estava sob investigação.

A suposta técnica de sedução teria sido usada com a  jornalista Caroline Brand, de 24 anos. Em entrevista ao Terra, ela afirmou que sofreu intenso assédio do ex-assessor para se relacionar com ele. “Em janeiro de 2009, eu estava no terceiro ano da faculdade de jornalismo em Curitiba e atuava num blog. Como estava pautada para fazer uma matéria sobre transporte inteligente e como ele era referenciado como exemplo de administrador no Estado, resolvi entrevistá-lo. Fui no gabinete e ele no mesmo dia me convidou para ir com ele em uma viagem para Brasília, para ser assessora especial dele”, contou.

Segundo ela, Gaiveski chegou a abrir um perfil em uma rede de relacionamento e passou a assediá-la, escrevendo que já estava com saudades e que faria de tudo para ela acompanhá-lo na viagem à Brasília. Nas mensagens, que a jornalista arquivou, ele recomendava que ela apagasse o conteúdo após ler, “porque era mais seguro”.

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Foto: Divulgação

Parentes da jornalista resolveram então procurar Gaievski na prefeitura para que ele explicasse o que estaria ocorrendo. “Ele fez um escândalo lá e até chamou a Polícia Civil, dizendo que estavam armando contra ele e que aquele e-mail não fora escrito por ele”, disse.

A jornalista revela que em 2010, durante a campanha eleitoral, foi trabalhar no comitê de campanha da então candidata ao Senado, Gleisi Hoffmann, em Curitiba. “Quando ele soube, ele ficou com medo que eu abrisse minha boca. No início, me tratava como ‘amiguinho’ e me mandava parabéns. Depois ele passou a dizer que se eu tentasse fazer qualquer coisa, seria minha palavra contra a dele e que ninguém iria acreditar em mim”, disse.

Caroline afirmou que o assédio ocorreu durante três anos seguidos e só parou quando ela ameaçou entregar os e-mails para o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. Ela disse ter comentado o assunto com outra jornalista que atuava no comitê de campanha da atual ministra.

O ex-assessor continua foragido, desde a última sexta-feira (23), depois que um mandado de prisão foi expedido contra ele.

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