As indústrias que estão se instalando ou que planejam se instalar no Paraná nos próximos anos e o seus impactos no meio ambiente foram um dos principais assuntos da reunião do programa de Zoneamento Ecológico Econômico (ZEE), nesta sexta-feira (22). O documento auxilia o Estado e os municípios na ocupação racional do território, para o uso sustentável dos recursos naturais.

O coordenador da secretaria da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, Mauro Corbellini detalhou o programa Paraná Competitivo e os R$ 20 bilhões em novos investimentos atraídos desde 2011. “Temos a preocupação que a atração industrial ocorra de forma ordenada e segura. Buscamos aumentar o PIB do Estado, gerar emprego e renda, descentralizar o parque industrial e preservar o meio ambiente. É uma equação difícil, mas que estamos mostrando ser possível de resolver”, detalhou.

CIMENTO – A movimentação de empresários interessados em explorar os minérios no Vale do Ribeira e os seus reflexos foram debatidos. Está em construção uma das mais modernas indústrias de cimento no Brasil em Adrianópolis. O Governo do Estado negocia com outras três empresas do mesmo setor que devem investir cerca de R$ 1 bilhão na região e gerar perto de 10 mil empregos diretos e indiretos.

“Estamos estudando os impactos para propor medidas que assegurem o desenvolvimento ordenado e sustentável de uma das regiões mais pobres do Paraná”, acrescentou Coberllini. Hoje praticamente todo o concreto usado nas regiões Sul e Sudeste do país é produzido no Vale do Ribeira.

Também foram apresentados o programa Paranaéreo, os trabalhos da Secretaria para industrializar o interior, fomentar a criação de parques industriais, estimular e fortalecer as micro e pequenas empresas e garantir crédito e qualificação aos empreendedores paranaenses.

REDAÇÃO – De acordo com a coordenadora do ZEE, Camila Cunico, as informações e os dados apresentados pela Secretaria da Indústria e Comércio serão analisados para orientar medidas e padrões de proteção ambiental e garantir o desenvolvimento sustentável e a melhoria das condições de vida da população, da qualidade ambiental, dos recursos hídricos e do solo, e a conservação da biodiversidade.

O Zoneamento Econômico-Ecológico é um trabalho que integra informações ambientais e socioeconômicas, mapas e estudos em zonas com características específicas e que apresentam fragilidades, potencialidades, aptidões e limitações. O ZEE é coordenado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente, por meio do Instituto de Terras, Cartografia e Geociências (ITCG), envolve mais de 20 instituições estaduais e federais.