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Carne estragada foi descartada pelos fiscais – Foto; ARede

O Serviço de Inspeção Municipal (SIM) da Secretaria de Agricultura notificou um açougue na região do Jardim Carvalho, em Ponta Grossa, por armazenar 1.140 kg de carne estragada dentro da câmara fria. A operação fiscal ocorreu na manhã desta quinta-feira (15).

De acordo com informações do fiscal do SIM, Josnei de Jesus Ribeiro, uma equipe realizava trabalhos de rotina em estabelecimentos comerciais associados ao órgão, quando encontraram o alimento estragado em uma casa de carnes que havia se instalado há pouco tempo na região.

“O Serviço [SIM] tem uma série de estabelecimentos comerciais cadastrados que passam por inspeções rotineiras. São açougues, supermercados, mercearias e outros tipos de comércio que recebem a fiscalização quase que semanalmente. O local onde foram encontradas as carnes estragadas era novo, e ainda não tinha passado pela fiscalização”, explica o fiscal.

O proprietário da casa de carnes flagrada com material estragado, morador de Piraí do Sul, não estava no estabelecimento. De acordo com o chefe de inspeção da Secretária Municipal de Agricultura, Marcos Aleixo, o dono será autuado até o final da tarde e receberá uma multa – de valor ainda não especificado. “O tamanho da multa varia de acordo com a quantidade de material encontrado, o estado em que ele estava e se parecia ou não pronto para a venda. Neste caso, ele foi achado dentro da câmara fria, e aparentemente não estava ‘exposto’ à venda”, conta Aleixo.

A multa é estipulada pelo Chefe de Inspeção do Estado. Aleixo acredita que o valor, de acordo com as características encontradas no local, gire em torno de R$ 2 mil.

Material foi levado para fábrica de ração

Após a fiscalização encontrar irregularidades nas carnes, o material foi recolhido e descartado. As outras peças de carne que estavam na câmara fria foram recolhidas e levadas para uma fábrica de ração animal, que esteriliza a carne para condiciona-la à fabricação. A câmara fria também deve passar por um processo de esterilização antes de voltar a funcionar.

O proprietário deve ser notificado ainda na tarde desta quinta-feira (15) e tem 15 dias para recorrer da decisão. O nome da empresa não foi divulgado pelos responsáveis da fiscalização.

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