Da Redação

Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que Ellen Homiak Federizzi compra a pá em uma loja de ferragens no dia 28 de julho, por volta das 18h27. Este é mais um detalhe do crime dela contra o marido, o policial militar Rodrigo Federizzi. O assassinato havia acontecido na manhã daquela dia, de acordo com a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

No vídeo, ela escolhe uma pá e pede para um vendedor. Em seguida, ela permanece no estabelecimento aguardando até o momento em que o vendedor retorna com o equipamento. Depois disso, a mulher enterrou o corpo e os membros em um terreno na cidade de Araucária, na região metropolitana de Curitiba.

Pernas encontradas

A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) encontrou, na tarde desta terça-feira (26), as pernas do policial militar Rodrigo Federizzi. De acordo com os investigadores, não restam dúvidas de que Ellen Homiak Federizzi matou o marido e os indícios ainda apontam que o crime teria acontecido enquanto ele dormia. A acusada, segundo a polícia, cometeu o assassinato na manhã do dia 28 de julho e dormiu no mesmo quarto que a vítima antes de enterrar as partes esquartejadas na manhã do dia seguinte. As pernas foram enterradas nas proximidades da Lagoa do Passaúna, em Araucária, na região metropolitana de Curitiba.

A DHPP confirmou ainda que o estampido ouvido pelo filho do casal foi o disparo que tirou a vida de Rodrigo. A criança ainda teria ouvido um barulho de vômito, que provavelmente aconteceu após o tiro. Durante o depoimento, Ellen disse que cometeu o crime após uma discussão, mas as investigações contestam a versão.

Outro elemento divulgado pela Polícia Civil dá conta de que Ellen enterrou as partes do corpo em locais diferentes após ouvir um barulho próximo ao local onde enterrou o tronco. Questionados pela imprensa sobre a possível participação de uma segunda pessoa no crime, os investigadores não descartaram a hipótese.

Rodrigo foi assassinado com um tiro na nuca e teve o corpo esquartejado. Um dos primeiros elementos que levou a prisão de Ellen foi a perícia realizada no quarto do casal. Por meio da substância química luminol, encontrou sangue humano no quarto e no banheiro. Dois dias após o crime, Ellen registrou Boletim de Ocorrência alegando que ele tinha saído de casa para resolver assuntos pessoais.

No depoimento de aproximadamente três horas dado na noite de segunda-feira, Ellen contou que teria matado o policial porque ele a teria chamado de ‘louca’ durante uma discussão e ameaçado ir embora de casa com o filho.

Ellen será indiciada homicídio, ocultação de cadáver e furto de arma de fogo. A DHPP já pediu a conversão da prisão temporária dela por prisão preventiva.

Revolta

Nas redes sociais de Ellen, foram várias as mensagens de revolta. Entre as mensagens, muitos citavam o filho do casal e a chamavam de “Covarde”. Antes da reviravolta, ela chegou a postar várias mensagens pedindo a volta do marido para casa.