O aposentado Natal Zeni, de 80 anos, sofreu um mal súbito na Rua André de Barros com a Lourenço Pinto, no Centro de Curitiba, durante o início da tarde desta segunda-feira (4). Ele caiu no meio da rua e foi levado pela população até um prédio comercial nas proximidades, onde em estado grave aguardou por mais de uma hora a chegada de uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência(Samu), de acorco com testemunhas.

Antônio Nascimento – Banda B
Aposetando demorou mais de uma hora para ser atendido

Segundo o relato de quem atendeu o aposentado, ele sofreu o mal súbito por volta das 12h30 e só foi atendido às 14h10. Zeni possivelmente sofreu um infarto e ficou inconsciente no local, necessitando com urgência de atendimento médico, que foi solicitado por seu genro, assim que o idoso começou a passar mal. A Banda B esteve no local da ocorrência e viu familiares revoltados, já que apesar de estar na região central da capital, o atendimento teria demorado quase duas horas.

“Esta demora foi angustiante. Eu achei isto um descaso. Podem falar o que for, mas foi uma espera de mais de uma hora. Ele começou a ter dor no peito com sintomas de infarto. Eu acho que o que aconteceu aqui foi um caso grave, porque demorou bastante para eles chegarem”, reclamou Roseli Zeni, filha de Natal.

Até a chegada do Samu, a vítima foi amparada por uma oficial do Corpo de Bombeiros e um soldado da corporação que foram prestar atendimento à vítima. O aposentado foi encaminhado a um hospital de Curitiba.

Resposta

A assessoria de imprensa da Prefeitura, responsável pelo Samu, afirmou à Banda B que a solicitação de ambulância só chegou à unidade as 13h50. Desde então, a ambulância com um médico que estava mais perto, na Unidade de Saúde Boa Vista, se deslocou com urgência para atender o aposentado.

O genro de Natal, Guilherme Santos, ao saber da informação da Prefeitura, ficou indignado. “Desde o meio dia ficamos aqui esperando. Isto é um absurdo. Se acontece no Centro imagina na periferia? É uma situação de calamidade pública. Nós não temos nem o que falar”, protestou.