O Instituto Ambiental do Paraná, por meio de parcerias com municípios e entidades, produziu 11,7 milhões de mudas de árvores nativas nos anos de 2011 e 2012. Ao todo, o instituto firmou 155 convênios com entidades públicas para garantir o reflorestamento de matas nativas no Paraná.

Das mudas produzidas em viveiros do IAP e conveniados, mais de seis milhões já foram plantadas e estão sendo monitoradas pelos órgãos competentes. Também foram atendidos, com monitoramento e orientação, mais de 12 mil produtores rurais no replantio de áreas desmatadas em suas propriedades.

A esse trabalho somam-se outros 800 hectares de áreas semeadas e 1800 hectares que foram “abandonados” – técnica de recuperação de locais desmatados onde existe grande banco de sementes no solo e a natureza age sozinha, de forma a garantir o reflorestamento natural em poucos anos.

BIOCLIMA PARANÁ – Segundo o presidente do IAP, Luiz Tarcísio Mossato Pinto, os convênios fazem parte do programa Bioclima Paraná e os números são a prova de que parcerias são importantes para atender o maior número de áreas em todo o Estado.

“Nossos viveiros são muito bem equipados e referência para outros estados brasileiros. Os números mostram também a importância das parcerias que o governo vêm firmando para atingir cada vez mais pessoas e propagar a ideia de necessidade da preservação ambiental para o nosso Estado”, disse.

O diretor de Desenvolvimento Florestal do IAP, Mauro Scharnik, explica que o objetivo é garantir o crescimento de áreas em recuperação no Estado. “Nosso objetivo não é simplesmente plantar as mudas de espécies nativas. Buscamos orientar qual espécie é mais adequada para cada área a ser replantada e seguir acompanhando o desenvolvimento delas ao longo dos anos”.

Para isso, explica Scharnik, “o programa Bioclima Paraná prevê aquisição de imagens por satélite e as parcerias com entidades públicas e privadas que nos auxiliarão nesse monitoramento”.

Outros trabalhos realizados exclusivamente nos laboratórios dos viveiros do IAP são coleta, beneficiamento e armazenamento de sementes de espécies nativas que somam mais de 13 mil quilos, nos dois anos primeiros anos do atual governo.

Essas sementes auxiliam na produção de mais mudas e nas pesquisas científicas desenvolvidas em parceria com diversas universidades. Nesse sentido, os viveiros do órgão receberam a visita de mais de quatro mil alunos de escolas municipais, estaduais e universidades nos dois últimos anos.