Por Elizangela Jubanski e Antônio Nascimento

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Hospital de Araucária está fechado desde a noite de sábado. Foto: Banda B

O Hospital Municipal de Araucária, na região metropolitana de Curitiba, deve voltar a receber pacientes daqui 10 dias. A garantia é do secretário da saúde do município, Cláudio Bednarczuk, repassada em entrevista à Banda B na manhã desta segunda-feira (4). O HMA foi fechado na noite do último sábado (2) e passou a encaminhar pacientes graves ou em situação de emergência a hospitais de Curitiba.

O secretário lamentou a situação e explicou que a atual empresa que administrava o HMA passou a não cumprir metas estabelecidas pela saúde do município. “Eles não conseguiram cumprir com todas as demandas do hospital e as metas ficaram difíceis como medicamentos, insumos. O salário dos médicos estava atrasado há dois meses e alguns até seis meses. Isso foi o grande motivador porque passamos a não ter corpo clínico no hospital. Ficou insustentável”, disse.

O Hospital Municipal era administrado pela empresa Pró-Saúde, responsável pela gestão da casa desde 2008. Diante do resultado, a prefeitura encerrou o contratou e abriu nova licitação às pressas. Desde segunda-feira passada (28), a administração passou a ser do Instituto Bio Saúde, de Mogi das Cruzes, em São Paulo.

Segundo Bednarczuk, o fechamento do hospital é provisório até que a nova empresa consiga repor as equipes e reorganizar a estrutura. “Criamos um plano de contingência, temos três 24 horas na cidade, deixamos duas ambulâncias em frente ao hospital e as pessoas que precisam de cirurgias e tudo que necessite de hospitais estão sendo transferidos. Isso vai durar até dez dias”, explicou.

Gestão

A Prefeitura de Araucária já extrapolou o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal com a folha de pagamento e, por isso, alega precisar de intervenção na administração do HMA. “Aqui a folha de pagamento está alta, está em torno de 52%, em período crítico já. Para a gente tomar conta desse hospital não poderíamos contratar esses cerca de 1,5 mil funcionários porque o orçamento não suportaria. Seria o ideal, mas não conseguimos isso”, finaliza o secretário.