Por Elizangela Jubanski e Antônio Nascimento

05.05 AUDIO CENTRAL LEITOS

trabalhador

Hospital do Trabalhador, no bairro Portão. Foto: AEN

Os três hospitais que recebem vítimas de traumas graves em Curitiba fecharam as portas para novas ocorrências na noite deste domingo (4). Com todos os leitos ocupados e a capacidade atuando no nível máximo, os Hospitais Evangélico, Cajuru e Trabalhador passaram a recusar vítimas graves.

O trabalho dos socorristas do Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate) se intensificou, já que além do resgate, precisavam negociar com médicos responsáveis pelos hospitais para tentar internamento das vítimas.

Durante um resgate, a Banda B ouviu a conversa entre o socorrista e o médico. “Temos que ver para onde vamos mandar porque no momento não temos nenhum”, alerta a médica da Central de Regulação de Leitos, da Secretaria de Saúde de Curitiba. Em casos leves, a dificuldade foi a mesma. “Tenta, eles devem aceitar, mas se não der avisa que a gente vê pra onde vai mandar”, aponta.

Sem vagas em Curitiba, as vítimas graves foram encaminhadas a hospitais da região metropolitana: Angelina Caron, Nossa Senhora do Rocio, Hospital de São José e Hospital Municipal de Araucária. Em alguns casos, os socorristas tentaram argumentar com a Central de Leitos, como por exemplo, no caso de um assaltante ferido que precisava de escolta policial em hospitais da capital. “Sem chance”, eles ouviram. A médica finaliza. “Cajuru está lotado e sem maca, o Evangélico está sem tomografia e o HT, sem condições”.

Ouça acima a conversa gravada pela Banda B durante um atendimento a uma agressão no bairro Tingui, em Curitiba.