O diretor-geral do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), Paulo Roberto Hatschbach, debateu nesta quinta-feira (4), com o secretário para Assuntos da Copa, Mário Celso Cunha, o plano de contingência para a Copa 2014. Ele estava acompanhado das diretoras Elvira Folda, Salete Pugsley, e Marli Pasqualim.

Ele disse que a preocupação do Hemepar é com a validade das plaquetas, de 03 a 05 dias, e da bolsa de sangue, que tem de 30 a 42 dias de prazo após a doação, o que requer um bom planejamento antecipado e motivação dos doadores por meio de campanhas.

Segundo Hatschbach, o Hemepar tem hoje 22 unidades no Estado do Paraná fazendo coletas de sangue. Os homens podem fazer doações de sangue a cada 60 dias, enquanto as mulheres podem doar a cada 90 dias. Existem hoje mais de 27 tipos sanguíneos.

Mario Celso Cunha lembrou que o Paraná está trabalhando para prevenção neste setor, tanto na cidade-sede de Curitiba, como em locais turísticos e municípios onde existem Centros de Treinamento de Seleção. “Precisamos estar atentos à possibilidade de acidentes neste período de megaevento, como é a Copa do Mundo, gerando necessidade de coletas de sangue”, disse o secretário.

“Hoje o Hemepar trabalha no limite, utilizando cerca de 100 doadores/dia, mas há necessidade de pelo menos 150 doadores/dia para atender a demanda”, disse Mario Celso Cunha. Além do Hemepar também fazem coletas de sangue outras entidades, como Hemobanco, Hospital Erasto Gaertner e Santa Casa de Misericórdia.

A próxima reunião de trabalho será com Vinícius Filipak, presidente da Câmara Temática da Saúde, e Edílson Thiele, médico credenciado pela Fifa no Estado do Paraná.

Participou da reunião o major Antonio Geraldo Hiller Lino, da Defesa Civil, que lembrou das emergências aéreas e das operações de grande vulto, envolvendo tragédias. “Existe um planejamento, com protocolos a serem cumpridos. Hoje a Defesa Civil está integrada em todos os municípios e com certeza estaremos dando total apoio às necessidades do Hemepar”, disse Hiller.