Foto: Cesar Brustolin/SMCS
Fruet com representante da UFPR, Lafaiete Neves

O prefeito Gustavo Fruet (PDT) anunciou nesta quarta-feira (20) que vai contratar uma auditoria para analisar a planilha de cálculo da tarifa do transporte coletivo de Curitiba. O anúncio foi feito durante encontro com representantes de 24 entidades que formam o Fórum Popular do Transporte Público. Fruet confirmou ainda que será feita também uma pesquisa de origem e destino dos usuários da rede integrada. O prefeito reafirmou o objetivo de preservar a integração com a região metropolitana, mas voltou a dizer que isso depende de subsídio do governo do Estado. “É importante abrir o debate, garantindo a transparência na discussão”, afirmou o prefeito.

O prefeito destacou que todo o esforço está sendo feito para garantir a transparência dos trabalhos da recém-criada Comissão de Análise da Tarifa do Transporte Coletivo. “Pela primeira vez estão acontecendo discussões abertas à população”, comentou.

Fruet também apresentou aos representantes do Fórum dados que mostram redução do peso da tarifa em relação ao salário mínimo. Os dados indicam que a tarifa atual, de R$ 2,85, representa 21,02% do salário mínimo – o menor percentual desde 2002, com exceção do ano passado, quando vigorou o subsídio do governo estadual. Atualmente, com um salário mínimo, é possível pagar 238 tarifas, enquanto em 2002, por exemplo, o salário mínimo era suficiente para 143 tarifas.

Durante o encontro, representantes do Fórum Popular do Transporte Público entregaram ao prefeito um documento com estudos que visam contribuir para a análise tarifária.

“A reunião foi satisfatória, positiva”, afirmou Lafaiete Neves, da Associação de Professores da Universidade Federal do Paraná e integrante do Fórum. “Percebemos que o prefeito está determinado a abrir a caixa preta do transporte coletivo e a ampliar o diálogo com as entidades”, disse.

Auditoria

Em audiência pública na Câmara de Curitiba, nesta quarta-feira, o presidente da Urbs, Roberto Gregório da Silva Junior, disse que já estão adiantados os contatos para realização de uma auditoria independente no Fundo de Urbanização de Curitiba – que concentra os recursos do transporte coletivo – e nos contratos com os consórcios operadores, contratados em 2010.

Gregório disse que o processo vai contar com a participação das universidades Federal do Paraná (UFPR) e Católica (PUCPR) e que buscará também o apoio de especialistas da Universidade Positivo.

O diretor da Comec, Rui Hara, concordou que é preciso um envolvimento dos diferentes setores. “Uma discussão ampla, que vá além da discussão política”, disse. Ele também agradeceu pelo apoio técnico na organização da licitação do transporte coletivo que deverá ser feita pela Comec e disse concordar integralmente com a visão metropolitana apresentada pelo presidente da Urbs. “Não se faz mais nada sozinho, sem integração”, afirmou.