Por Luiz Henrique de Oliveira e Djalma Malaquias

(Fotos: Djalma Malaquias – Banda B)

Os Guardas Municipais de Curitiba (GM) paralisaram parcialmente as atividades nesta segunda-feira (19). Segundo o Sigmuc (Sindicato dos Servidores da Guarda Municipal de Curitiba), apenas 43,8% do efetivo está trabalhando, porém, de acordo com o levantamento da prefeitura de Curitiba, divulgado às 11 horas, nesse momento o efetivo previsto é de 371 guardas e, destes, 227 estão trabalhando (61%) e 144 faltaram (39%). A decisão pela manutenção da greve de 24 horas descumpre decisão judicial que considerou o movimento ilegal na última sexta-feira (16).

O diretor de assuntos sindicais do Sigmuc, Roberto Prebianka, afirmou à Banda B que alguns serviços poderão não ser atendidos pela GM. “Manteremos apenas os essenciais à população. Estamos reivindicando condições de trabalho a essa administração que nos abandonou. É uma paralisação de 24 horas que será estendida no caso de não haver negociação ”, descreveu.

De acordo com o sindicalista, o problema com a mudança na escala de salário vai além da questão salarial. “Isso vai refletir no atendimento à população, com menos guardas trabalhando na rua e menos segurança. Além disso, alguns guardas correrão o risco de ficar sozinhos em postos de trabalho, o que é lamentável”, afirmou.

Na manifestação, os guardas realizaram uma ‘Vi…nada’, assim como fizeram no início do mês no Parque Barigui. Serão oferecidos cachorros quentes fazendo uma alusão a ‘Vi…nada’ de investimentos, ‘Vi…nada’ de melhores condições de trabalho, entre outras coisas. Além disso, uma faixa contra o atual diretor da GM, o inspetor Frederico, foi colocada pelo Sigmuc.

A Banda B entrou em contato com a Prefeitura de Curitiba e aguarda um retorno.

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