Por Felipe Ribeiro e Geovane Barreiro

Assim como os professores de Curitiba, que ficaram em greve entre a última segunda (11) e esta terça-feira (12), os guardas municipais seguem na busca de implementação de um novo plano de carreira para a categoria. De acordo com o presidente do Sindicato da Guarda Municipal (Sigmuc), Luiz Vecchi, ainda é muito cedo para se falar em greve, já que eles acreditam que o novo plano dos guardas será votado dentro do cronograma estabelecido pela prefeitura, ou seja, final deste mês de agosto.

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Foto: SMCS

“Ontem o sindicato estivemos para prestar apoio aos professores, já que a nossa situação é parecida. Temos um consenso de cronograma e nos preocupamos com o recesso da Copa, mas estamos esperando que seja cumprido e iremos nos reunir amanhã para tentar garantir”, disse.

Segundo o presidente do Sigmuc, o presidente da Câmara Paulo Salamuni (PV) e o líder do prefeito Pedro Paulo (PT) já assumiram o compromisso de levar o plano a votação até o final do mês, mas qualquer coisa diferente será levada à assembleia dos trabalhadores. “Se algo sair do normal, chamamos a assembleia, que é soberana na decisão. Tudo indica que o plano será sim votado, então vamos aguardar”, disse.

O plano

O plano que, se aprovado, entra em vigor o mais rápido possível valoriza os trabalhadores por um reenquadramento por tempo do serviço. “Hoje o guarda não deslumbra ficar na Guarda. O que acontecer é um trampolim de trabalhadores para as polícias Militar e Civil. Com o plano podemos vislumbrar uma aposentadoria e uma estabilização de contigente”, concluiu Vecchi.