Da Redação

Uma prática comum na rede social facebook chegou também ao whatsapp, aplicativo de celular usado para troca de mensagens online. Usuários estão informando em que locais de Curitiba acontecem blitze e bloqueios, prejudicando as operações policiais. Em entrevista à Banda B, nesta segunda-feira (12), o delegado Demétrius de Oliveira, da Nuciber (Núcleo de Combate aos Ciber Crimes), disse que infelizmente esta prática é muito difícil de ser combatida.

“É muito complicada a situação, porque segundo a legislação se uma pessoa passa pela blitze e só informa que ela está acontecendo não comete um crime. Agora se ela cita; ‘se você bebeu não passe por tal local’, é diferente, porque acontece uma apologia a um crime de trânsito. Outro problema é que o nosso código para a contravenção, como nestes casos, não prevê uma pena muito branda”, descreveu Demetrius.

Ainda de acordo com o delegado, as pessoas deveriam entender o mal que fazem ao denunciar uma blitze ou bloqueio. “Você avisa os bandidos ou alguém que mais para frente pode cometer um crime de trânsito, resultando até em um acidente com morte. Nós estamos atentos, mas a dificuldade em tornar isso algo que gere punição é o que nos atrapalha. As pessoas reclamam da falta de ética dos políticos e fazem essas coisas absurdas”, explicou.

Outro aplicativo de trânsito, o Waze, também faz o mesmo papel. Embora nele sejam dadas inúmeras informações sobre congestionamentos, alguns usam para contar onde acontecem operações policiais. Para evitar isso, a Polícia Militar (PM) vem realizando blitze que mudam de local em um curto período de tempo.

Quem quiser fazer denúncias ao Nuciber pode ligar no telefone: 33211900.