Da Redação

As greves dos Correios e dos bancários entram na terceira semana nestas quarta (1) e quinta-feira, respectivamente, e o que pode ser visto até o momento é nenhuma previsão de término. Ontem, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) recusou a contraproposta apresentada pelos trabalhadores ao Tribunal Superior do Trabalho. Já os bancários ainda aguardam o chamado da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec). Ambas as paralisações sofreram com interditos proibitórios na última semana, que enfraqueceram os movimentos.

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Foto: Reprodução

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom), no ofício, a empresa informou que o reajuste de 8% sobre o salário base e 6,27% nos benefícios é o limite do que pode conceder e que vai aguardar o resultado do Dissídio no TST. “Essa resposta já era esperada, visto que a ECT tem sido intransigente desde o início das negociações”, afirma a nota do sindicato.

Já os bancários, paralisados nos 26 estados e no Distrito Federal, chegaram a 338 agências em Curitiba e região metropolitana. São 14,2 mil bancários parados, incluindo a adesão parcial nos centros administrativos. “Todas as agências do Banco do Brasil e da Caixa permanecem fechadas na capital. A paralisação também abrange quase todas as agências do Santander e do Itaú. Já as agências do Bradesco e do HSBC estão abertas em Curitiba, com atendimento normal ao público, devido aos interditos obtidos”, informa o Sindicato dos Bancários.

Negociações

A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ofereceu reajuste de 6,1% à categoria, mas os sindicatos dos bancários pedem aumento de 11,93%, além de melhores condições de trabalho e um piso R$ 2.860,21 para a categoria.

Os trabalhadores dos Correios querem 7,13% de reajuste mais 15% de aumento real e R$ 200 de aumento linear para todos os 123 mil servidores. Além disso, pedem 20% de aumento pelas perdas salariais ocorridas desde o Plano Real. No caso de não haver acordo, a greve deve acabar apenas com decisão da justiça que está marcado para o dia 14 de outubro.