Da Redação

Foto: Célio Borba

Foto: Célio Borba

Trabalhadores dos Correios fizeram uma passeata por ruas do Centro de Curitiba durante o final da manhã desta quarta-feira (25), oitavo dia de paralisação, para pressionar a empresa a negociar com a categoria. Cerca de 100 funcionários participaram da mobilização que se iniciou na sede de empresa, Rua Engenheiro Rebouças, e seguiu pelas Conselheiro Laurindo e Marechal Deodoro.

De acordo com o ouvinte da Rádio Banda B, Célio Borba, com um caminhão de som, os trabalhadores informavam a população sobre condições precárias de trabalho e salários. As agências do Centro, porém, funcionavam normalmente durante todo o período da passeata.

De acordo com o sindicato que representa a categoria, diversas atividades vem sendo realizadas em todo o estado e a estimativa é de que cerca de 2 mil trabalhadores do serviço operacional estejam paralisados no Paraná.

A categoria reivindica aumento real de 15%, novas contratações, manutenção e melhoria do seu atual plano de saúde, melhores condições de trabalho, redução da jornada dos atendentes comerciais das agências, entre outros. Mas, segundo o sindicato, até o momento a Empresa só apresentou uma proposta de reajuste salarial de 8% – apenas 0,87% acima da inflação – e nenhuma garantia com relação às outras pautas.

Segundo os Correios, a partir de agora não há mais negociações com a categoria, e o fim da greve depende de uma audiência no Tribunal Superior do Trabalho para o julgamento do dissídio.

Desconto dos dias parados

Em respeito aos, segundo a Empresa Correios, mais de 90% dos trabalhadores que continuam em atividade normalmente e à sociedade brasileira, prejudicada pela paralisação parcial, a empresa informou que irá descontar dos salários dos grevistas os dias parados, já que, de acordo com a legislação, a greve implica na suspensão do contrato de trabalho.

Os Correios irão pagar, até o dia 3 de outubro, as diferenças do reajuste de 8% referentes aos meses de agosto e setembro aos trabalhadores que fazem parte da base dos sindicatos de São Paulo, Rio de Janeiro, Bauru/SP, Rio Grande do Norte e Rondônia, que assinaram o Acordo Coletivo de Trabalho — já protocolado pela empresa junto ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) com pedido de extensão aos demais sindicatos. Esses empregados receberão essas diferenças por meio de crédito bancário.

A empresa reafirma seu compromisso de estender as vantagens do acordo para todos, o que ocorrerá se os demais sindicatos assinarem o acordo até quinta-feira (26).