Redação

 

O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, se reúne nesta quinta-feira (26), às 14 horas, em São Paulo, para fazer uma avaliação da primeira semana da greve que está paralisando agências e centros administrativos de bancos públicos e privados em todos os 26 estados e no Distrito Federal.

“Vamos avaliar o movimento, que já é maior do que o do ano passado, e discutir formas de fortalecer e ampliar ainda mais as paralisações, diante do silêncio dos bancos em retomar o processo de negociações”, afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

“Precisamos reforçar ainda mais as paralisações para quebrar a intransigência da Fenaban e arrancar uma proposta decente com conquistas econômicas e sociais para a categoria, bem como garantir avanços nas negociações das pautas de reivindicações específicas com os bancos públicos”, salienta Carlos Cordeiro.

A greve foi deflagrada na última quinta-feira (19), conforme decisão das assembleias dos sindicatos no último dia 12, após ter sido rejeitada a única proposta de 6,1% da Fenaban, que só repõe a inflação do período pelo INPC.

No Paraná, até o sexto dia de greve nesta terça-feira (24), 697 agências da base da Federação dos Trabalhadores das Empresas de Crédito do Paraná (Fetec-CUT-PR) ficaram fechadas. Destas, 334 são da base do Sindicato dos Bancários de Curitiba e região e as outras 363 do interior. Segundo estimativas da Fetec-CUT-PR, 19,2 mil bancários estão de braços cruzados em todo o estado, dos quais 14,3 mil em Curitiba e região e 4,9 mil no interior. De acordo com a Federação dos Bancários do Paraná (Feeb-PR), as cidades de Cianorte, Pato Branco e União da Vitória não têm agências fechadas.

Municípios Total de agências Agências paradas Adesão
Curitiba e região

532

343

64%

Apucarana e região

55

39

70%

Arapoti e região

47

24

51%

Campo Mourão e região

38

30

78%

Cornélio Procópio e região

44

30

68%

Guarapuava e região

55

30

54%

Londrina e região

147

82

55%

Paranavaí e região

60

46

76%

Toledo e região

33

29

87%

Umuarama e região

67

53

79%

Total*

1078

697

64%

*Agências localizadas na base da Fetec-CUT-PR.

Negociação
Entre as reivindicações da categoria estão reajuste salarial de 11,93% (5% de aumento real além da inflação), Participação nos Lucros e Resultado (PLR) de três salários mais R$ 5.553,15 e piso mínimo estabelecido pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) de R$ 2.860. Atualmente, conforme a Feeb-PR, o salário inicial dos bancários gira em torno de R$ 1.519. Os trabalhadores também exigem o fim de metas abusivas.

A proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) é de reajuste de 6,1% (inflação do período pelo INPC) sobre salários, pisos e todas as verbas salariais (auxílio-refeição, cesta-alimentação, auxílio-creche/babá etc). A proposta e de PLR de 90% do salário mais valor fixo de R$ 1.633,94, limitado a R$ 8.927,61 (o que significa reajuste de 6,1% sobre os valores da PLR do ano passado), além de parcela adicional da PLR de 2% do lucro líquido dividido linearmente a todos os bancários, limitado a R$ 3.267,88.