O secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Alípio Leal, retomou o diálogo com os sindicatos que representam os professores e os agentes universitários do sistema estadual de ensino superior. Nesta quarta-feira (17), ficou decidida a formação de um grupo de trabalho para discutir e apresentar propostas para cada uma das reivindicações dos profissionais.

Leal explicou que o diálogo e o respeito com as entidades de classe orientam o Governo Beto Richa. O Paraná tem cerca de 7.500 professores e 8 mil agentes nas sete universidades estaduais públicas. No ano passado, as duas carreiras obtiveram avanços significativos. Os professores obtiveram aumento de 31,73% no vencimento, a ser pago em quatro parcelas anuais de 7,14%. A primeira entrou na folha de pagamento de outubro do ano passado; as demais serão pagas no mesmo mês, até 2015, independentemente das recomposições salariais normais do funcionalismo estadual.

Os agentes universitários receberam novo plano de carreira, longamente debatido com a categoria. A nova tabela garante reajustes médios de 35% para os técnicos de nível fundamental (pessoal de apoio), de 20% para o pessoal com ensino médio e de 6% para os cargos de nível superior.

CARGA – Na terça-feira (16), a reunião com os sindicatos dos agentes universitários discutiu a carga horária diferenciada de algumas categorias profissionais nas universidades estaduais. A reitora da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Nádina Moreno, apresentou documento que pede a preservação de algumas situações funcionais historicamente existentes nas universidades, o que será analisado, também, na próxima reunião do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paranaenses (Cruep), na próxima terça-feira (23).

O secretário Alípio Leal afirmou que o Governo do Paraná valoriza muito o patrimônio composto pelas universidades estaduais públicas, “que têm muito a contribuir para o Estado”. O secretário chamou a atenção para o empenho do governo em manter limite prudencial com os gastos com a folha de pagamento; porque o excesso de gastos compromete a capacidade de investimentos.