O Governo do Estado passa a ser oficialmente proprietário de duas áreas nobres no Porto de Antonina. Somando um total de quase 68 mil metros quadrados, os terrenos não constavam no inventário da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa). Apesar de previstos no Plano de Zoneamento e Desenvolvimento do Porto Organizado (PDZPO), aprovado no ano passado, os espaços passam de área de interesse para área efetiva de expansão e desenvolvimento do porto paranaense.

O superintendente da Appa, Luiz Henrique Dividino, explicou que uma das determinações do governador Beto Richa era regularizar todas as pendências dos portos paranaenses. “Desde que a área foi adquirida, ninguém se preocupou com a documentação. O que se tinha era simples contrato de compra e venda. Somente agora, de posse do registro e das matrículas no Cartório de Imóveis, se pode dizer que o Estado é dono da área”, afirma o superintendente da Appa, Luiz Henrique Dividino.

Os terrenos, um de quase 21 mil metros quadrados e outro de 47 mil, eram do antigo Banestado e foram comprados em 25 de junho de 1987 pelo valor equivalente a cerca de R$ 82 mil. Dividino informou que as novas áreas entrarão no Plano de Arrendamento do Porto de Antonina, que está sendo finalizado pela Appa.

ANTONINA – De acordo com o diretor do Porto de Antonina, Luis Carlos de Souza, dentro da área do Porto Organizado, esses 68 mil metros quadrados são nobres. “É a área que chamamos de pera ferroviária, por ser toda rodeada pela malha ferroviária. Com a regularização, podemos pensar no desenvolvimento e na expansão do Porto de Antonina e, consequentemente, em mais emprego e melhorias para o município”, afirma.

Segundo o diretor, algumas intenções já manifestadas por empresas para exploração dessas áreas seriam para atividade de metal-mecânica (estaleiros) e armazenagem de açúcar e fertilizantes. Esse potencial do Terminal Público Barão do Teffé já foi apontado pelo PDZPO, aprovado em setembro do ano passado.

PDZPO – O plano projeta que a demanda do Porto de Antonina irá dobrar e se diversificar nos próximos 20 anos. Até 2030, aumentará a demanda da exportação de açúcar ensacado e importação de fertilizantes, assim como o surgimento de novos negócios como produtos metalúrgicos e veículos.

O plano de Antonina traz a modernização do Terminal Ponta do Félix, para atender novas demandas da movimentação. O documento também prevê a operação do Terminal Barão do Teffé, com vocação para operações de apoio offshore e estaleiro, principalmente para atender as atividades ligadas à exploração do petróleo.