Após 12 meses de trabalho e investimentos da ordem de R$ 1,6 milhão, a reforma do Colégio Estadual Presidente Costa e Silva, de Cascavel, está concluída. O Colégio, que atende a 771 alunos nos três períodos, chegou a ser interditado por 11 dias, no início de 2011, pelas más condições do prédio. De acordo com a direção do colégio, a comunidade escolar solicitava a reforma há 18 anos.

A comunidade escolar conta agora com um espaço totalmente revitalizado, com nova cobertura, paredes, pisos, pintura e novas redes elétrica e hidráulica. “Um bom ambiente escolar é fundamental para o aprendizado dos alunos. Sabemos disso. Tanto que estamos priorizando as reformas em escolas, pois não é só ofertar vagas, temos que ter estruturas adequadas para uma boa educação”, afirma o governador Beto Richa. Durante as obras, a direção se adequou para que nenhum aluno perdesse aulas.

A revitalização do Colégio Costa e Silva faz parte das ações de construção, ampliação e reforma de escolas da rede pública estadual. Somente na região de Cascavel – onde 18 municípios são atendidos pelo núcleo regional – o Estado está investindo cerca de R$ 12 milhões. Só neste ano, a Secretaria da Educação destinará quase R$ 500 milhões para obras e infraestrutura nas escolas da rede estadual.

“De um modo geral, até então havia se investido pouco na estrutura física dos colégios públicos do Paraná. Este governo está atuando de maneira bem incisiva nestas melhorias por meio de fundo rotativo de obras descentralizadas, licitações, obras de recuperação de grande porte. Estamos vendo com bons olhos essa ação para este tipo de investimento”, ressaltou Sérgio Bialecki, supervisor de edificações do Núcleo Regional de Cascavel.

RECUPERAÇÃO – O colégio Presidente Costa e Silva passou por uma reforma geral. O colégio ganhou novas janelas, portas e lousas para os professores. Sirlene Salete Danm, diretora da escola, contou que sempre cogitavam em demolir o prédio. “Não tinha janelas descentes, não tinha iluminação, havia muita infiltração, problemas no teto, no chão, os quadros negros eram de 40 anos. Ninguém mais acreditava que receberíamos esta obra. Era mais fácil demolir”.

A quadra externa do colégio, que antes estava interditada, foi totalmente reformada, assim como o espaço para alimentação dos alunos, que foi ampliado. “Antes quase não tinha vontade de vir para a escola. Havia carteiras sujas, molhadas, onde tínhamos que colocar os materiais. Agora está mais agradável, a gente se sente melhor”, avaliou Júlia Fernanda Stratmann (13), que cursa o nono ano e estuda no colégio há cinco anos.

“Mudou tudo. Os professores ficaram mais motivados com a reforma. O ambiente escolar ficou melhor”, disse Joyce Neves Zen, de 13 anos. Seu amigo de sala, Diego Roberto Maskoski, (13) completou dizendo que os alunos agora tomam cuidado e se sentem responsáveis pela escola revitalizada.

OLINDA TRUFFA DE CARVALHO – Outro exemplo de revitalização é o do Colégio Estadual Olinda Truffa de Carvalho. A escola atende 1.150 alunos e recebeu cerca de R$ 1,7 milhão para reforma, que também teve início em 2012. A Escola Olinda de Carvalho passou por uma reforma geral, onde foram trocados a cobertura, portas, janelas, pisos, passarelas, parte elétrica e hidráulica, entre outros. “Essas escolas foram totalmente reformadas. São praticamente escolas novas”, ressaltou Bialecki.

“A comunidade aguardava há mais de 10 anos a reforma do prédio. Estão todos motivados. Percebemos nos alunos a sensibilidade de cuidar da nova escola e manter as salas em ordem, assim como seus pais, que se sentem estimulados a participar das reuniões”, destacou Ivonete Maria Venson, diretora do colégio.

Merendeira há 15 anos no colégio, Rosane Basanella Klim ressaltou a importância de um ambiente higiênico. “Antes nossa cozinha estava bem precária, o chão antigo e encardido, as paredes rachadas, a dispensa era pequena com prateleiras de madeira, agora está tudo limpo, tudo ótimo”.

Além de aulas para alunos do sexto ano do ensino fundamental ao terceiro ano do ensino médio, a escola oferta oficina de dança, pinturas, entre outras atividades de contra-turno escolar.

DESCENTRALIZAÇÃO – Além do investimento contínuo na contratação de grandes reformas como essas, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Educação, deu início, em 2011, ao Programa de Descentralização de Recursos, que destina até R$ 150 mil para que cada escola faça obras e serviços de engenharia como pintura, reforma de banheiros, salas, pisos, coberturas e outras estruturas.

O dinheiro é repassado diretamente para a conta da escola, no Fundo Rotativo, para que seja feita a licitação, com apoio do Núcleo Regional da Educação. De acordo com a Secretaria, a previsão para 2013 é que 500 escolas possam fazer as reformas priorizadas pela comunidade escolar neste formato.

Além disso, o governo estadual trabalha um programa para adquirir aparelhos de ar-condicionado que serão instalados nas salas de aula da rede estadual. Os colégios Costa e Silva e Olinda de Carvalho devem ser contemplados ainda este ano.

MAIS OBRAS – Mais três reformas de grande porte terão início neste ano na região de Cascavel: Colégio Estadual Jardim Santa Felicidade (R$ 1,1 milhão); Colégio Estadual Olívio Fracaro (R$ 707 mil); e Colégio Estadual Antônio Castro Alves (R$1,08 milhão) este na cidade de Capitão Leônidas Marques. Além disso, o Estado construirá um novo colégio na cidade – Colégio Estadual Itagiba Fortunato – com previsão de investimento de quase R$ 4 milhões.