Da AEN

A Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos promove na próxima terça-feira (20), em Paranaguá, a primeira Conferência Livre do Meio Ambiente sobre Lixo Marinho. A ação é inédita no Paraná. Serão debatidas ações efetivas para solucionar o problema do lixo jogado no mar e as consequências para o turismo ecológico, pesca, e a saúde humana. Também serão abordados o efeito do lixo nas espécies ameaçadas e a responsabilidade dos navios mercantes.

As inscrições para a Conferência são limitadas e podem ser feitas pelo site da Secretaria do Meio Ambiente www.sema.pr.gov.br. Será entregue certificado digital pela participação na Conferência Livre sobre Lixo Marinho.

As propostas da Conferência Livre sobre Lixo Marinho serão encaminhadas à Conferência Nacional do Meio Ambiente, com o objetivo de incluir esta discussão na pauta nacional.

A palestra de abertura será do oceanógrafo e mestre em saúde pública e epidemiologia, Paulo Fernando Garreta Harkot. Ele já trabalhou com gerenciamento costeiro nos três níveis do executivo e em diversos estados litorâneos. Ele é professor em cursos de pós-graduação na Unisantos e Senac, em Santos e coordenador executivo do Projeto Lixo Marinho.

Prejuízos

O coordenador de Educação Ambiental da Secretaria do Meio Ambiente, Paulo Roberto Castella, explica que esta será a primeira vez que o assunto será abordado no Paraná. Ele foi um dos técnicos responsável pela elaboração do Zoneamento Marinho do Litoral do Paraná.

Castella explicou que, no Paraná, o lixo tem prejudicado três áreas específicas: animais marinhos, a pesca e o turismo. “Golfinhos, botos e tartarugas são animais impactados diretamente pelo lixo. Especialistas e técnicos encontram com frequência animais mortos devido à ingestão de lixo, principalmente o plástico”.

Além disso, ele lembra que o lixo marinho causa prejuízos econômicos ao setor pesqueiro, já que todo o tipo de resíduo é capturado nas redes de pesca. “Sem contar os impactos causados na paisagem, devido à falta de conscientização de tripulantes de navios e barcos que atracam no Paraná”, cita Castella.