Caminhoneiros que participam da 17ª edição da Exposafra têm até esta quinta-feira (18) à disposição uma série de serviços de saúde. O estande da Secretaria estadual da Saúde, montado no Pátio de Triagem do Porto de Paranaguá, funciona das 15 às 21 horas e oferece testes rápidos de hepatites B e C, HIV e sífilis.

A Secretaria mantém uma equipe preparada para prestar informações importantes sobre prevenção de doenças e hábitos saudáveis. Materiais educativos e preservativos também estão sendo distribuídos no estande.

Para a diretora da 1ª Regional de Saúde de Paranaguá, Terezinha Kersten, a feira é uma boa oportunidade para atingir um público que não frequenta muito os serviços de saúde. “Os caminhoneiros estão acostumados a viver na estrada e por isso não têm muito tempo para cuidar da saúde. Com o estande na feira, pudemos chegar mais perto deste grupo considerado de risco para diversas doenças”, explicou.

Estima-se que nos quatro dias de feira mais de 400 testes rápidos sejam realizados. O superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz, diz que os testes facilitam o diagnóstico precoce de doenças que muitas vezes não manifestam sintomas. “Quanto mais cedo for o diagnóstico e o início do tratamento, maiores as chances de cura do paciente”, ressaltou.

Para realizar os testes, basta apenas uma gota de sangue retirada do dedo da pessoa. O resultado sai em cerca de 30 minutos e, caso dê positivo, o paciente já é encaminhado imediatamente para o tratamento. Antes e após o teste, a equipe de saúde também faz um breve aconselhamento sobre as medidas preventivas das doenças sexualmente transmissíveis.

AÇÕES – O Governo do Estado está capacitando profissionais de saúde para implantar os testes rápidos em unidades básicas de saúde de todos os municípios do Estado. A estratégia faz parte do programa VigiaSUS, lançado em fevereiro deste ano para qualificar as ações vinculadas à vigilância em saúde, como é o caso da prevenção e controle das doenças sexualmente transmissíveis.

O programa investirá R$ 47 milhões nesta primeira fase, com repasses de no mínimo R$ 60 mil para cada município. Nunca na história do Paraná um governo investiu tanto na área de vigilância, segmento importante para a proteção da população.