Da Redação

Em nova mesa de negociação, o Governo do Paraná fez um apelo nesta quarta-feira (8) para que os professores estaduais não entrem em greve no início do ano letivo, marcado para o próximo dia 15. O secretário-chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni, recebeu a direção da APP-Sindicato e pediu para que a categoria, que tem assembleia marcada para sábado (11), não deflagre paralisação. A entidade sindical, porém, exige como condição que a resolução que reduz o tempo de hora-atividade não seja colocada em prática.

Foto: AEN

De acordo com Rossoni, o governo não tem como avançar nas negociações. “Temos que ter responsabilidade fiscal e orçamentária e não vamos recuar nas medidas que estamos adotando. Tudo que estamos fazendo, em várias áreas, e não só na educação, é no sentido de preservar o pagamento do salário dos servidores públicos”, disse.

À Banda B, a secretária de Finanças da APP-Sindicato, Marlei Fernandes, disse que a possibilidade de greve neste momento só aparece pelo fato do governo tirar direitos “desnecessários” da categoria. “Também fizemos um apelo, para que ele chame o governador para conversar conosco, para que ele sim entenda que essa resolução nada mais é que maldades para a nossa categoria. O chefe da Casa Civil continua falando em crise e mostramos que nada que está na resolução interfere na vida financeira, apenas interfere na vida dos professores”, afirmou

A resolução em discussão foi publicada pela Secretaria de Estado de Educação (Seed) no dia 20 de janeiro. Além de tratar da distribuição das aulas e funções dos professores, pela altera de sete para cinco horas-atividade semanais o período que cada professor tem disponível, a cada 20 horas/aula semanais, para preparar aulas e corrigir provas e trabalhos, a chamada hora-atividade. A APP-Sindicato também critica a mudança na distribuição das aulas que, para a entidade, prejudica profissionais que tiraram licenças nos últimos anos.

A secretária Ana Seres Comin reforçou que as medidas tomadas pelo governo em relação à distribuição de aulas e à hora-atividade têm amparo legal. Ela destacou ainda que as duas greves de 2015 geraram prejuízo próximo aos R$ 100 milhões aos cofres públicos. “Mas a maior preocupação é com o pedagógico, com nossos estudantes”, disse.

O sindicato deu um prazo até sexta-feira, véspera da assembleia, para que o governo volte atrás com a decisão. A assembleia da categoria está marcada para o próximo sábado, em Maringá.