A secretaria estadual da Saúde iniciou a primeira etapa para a implantação da rede de cuidados continuados do Paraná. O projeto está sendo desenvolvido em parceria com a Federação das Santas Casas de Misericórdias e Hospitais Beneficentes do Paraná (Femipa) e pretende definir um novo modelo de atendimento para os hospitais de pequeno porte.

Nesta quarta-feira (20), a equipe técnica que conduzirá o processo no Estado participou de um workshop para discutir a situação dos hospitais do Paraná e o tipo de modelo que deve ser implantado no Estado. Na terça-feira (19) o grupo conheceu experiências de países que já aplicam o novo modelo.

Para o consultor do projeto, Paulo Carrara, atualmente o Brasil enfrenta os mesmos problemas que a Europa sofreu em anos anteriores. “A expectativa de vida da população vem aumentando, o que traz um novo perfil de pacientes para os serviços de saúde. Idosos, doentes crônicos e outras pessoas com dependência funcional precisam de cuidado continuado, além da atenção às situações agudas”, explicou.

A ideia é utilizar pequenos hospitais, com menos de 50 leitos, para suprir essa demanda. Além disso, esses hospitais serviriam como locais para estabilização de pacientes, com o intuito de desafogar as grandes portas de entrada de urgência e emergência.

Segundo o presidente da Federação, Luiz Koury, o novo modelo seria uma solução para a ociosidade registrada em leitos desses hospitais. “Muitas vezes esse pequeno hospital é o único do município e não consegue se manter por conta dos altos custos de manutenção. Este projeto seria uma solução para achar uma nova vocação para esses hospitais, garantindo mecanismos de subsistência”, explicou.

O encontro desta semana foi promovido pelo Centro de Estudos Augusto Leopoldo Ayrosa Galvão, de São Paulo, e pela Gesaworld, empresa de consultoria que ajudou a Espanha e Portugal a desenvolverem projetos semelhantes.