Por Marina Sequinel e Luiz Henrique de Oliveira

(Foto: Divulgação/SISMUC)

Os servidores públicos de Curitiba estão revoltados com o ‘pacotaço’ proposto pelo prefeito Rafael Greca (PMN), que pretende suspender o plano de carreira e adiar a data-base da categoria de março para dezembro. Segundo o Sismuc, que representa os trabalhadores, o projeto foi imposto de maneira “autoritária”, sem discussão prévia.

“O prefeito aumenta os gastos com propaganda e com cargos comissionados, como nós vimos no Diário Oficial, mas não tem dinheiro para os servidores? Isso é uma lástima. Ele falou que não sabia como estava a situação financeira de Curitiba, mas na campanha uma das frases dele era ‘eu sei fazer’. Não é isso que nós estamos vendo agora”, disse Jonathan Ramos, secretário-geral do Sismuc, em entrevista à Banda B nesta terça-feira (28).

Segundo ele, a gestão mudou, mas as pessoas que negociam com o sindicato são as mesmas da equipe anterior. “Se tudo continua igual, como é que eles não tinham conhecimento das finanças? Eu não entendo. A nossa situação é precária, há servidores sobrecarregados, faltam insumos e professores para ocupar muitos CMEIS [Centros Municipais de Educação Infantil] que já estão prontos e seguem abandonados”, completou Ramos.

Na última assembleia realizada pelo sindicato, os servidores decidiram fazer uma paralisação por 50 minutos nos locais de trabalho na manhã desta sexta-feira (31). Já no período da tarde, outra reunião está marcada para as 19h, com o objetivo de definir os novos rumos da mobilização.

Sobre as alegações do Sismuc, a reportagem entrou em contato com a prefeitura de Curitiba e aguarda retorno.

Notícia relacionada