Da Redação

Fotos: Antônio Nascimento – Banda B / Simeaco

Funcionários da coleta vegetal, roçadores e trabalhadores no Horto florestal e Passeio Público cruzam os braços por falta de salários nesta segunda-feira (10). Eles estão parados com faixa em frente a Prefeitura de Curitiba, onde bloquearam todas as faixas da Av. Cândido de Abreu e da Rua Lysímaco Ferreira da Costa. As duas ruas foram liberadas por volta das 16h de hoje.

As empresas Nicons Comércio de Plantas Ltda., Ajardini Paisagismo Ltda. e Urbanística Ambiência Ltda. alegam não ter mais condições de cumprir com suas obrigações por causa da falta de pagamento da Prefeitura e da falta de previsão para regularização. Desde julho a dívida do município com essas empresas ultrapassa 3 milhões.”, disse Manassés de Oliveira, presidente do Siemaco, Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação de Curitiba, que representa as categorias.

Manasses contou que entrou com medida cautelar na Justiça para pedir o bloqueio das faturas das empresas junto à Prefeitura de Curitiba para garantir os direitos dos trabalhadores. “Os salários deveriam ter sido pagos dia 06, hoje já é dia 10 e as empresas não têm previsão de pagamento para os seus quase 300 funcionários”, afirmou.

O sindicalista reclamou diretamente do prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT). “Fez um monte de promessas e não cumpriu. Agora só vamos liberar as ruas quando a situação for regularizada. Os trabalhadores estão cansados e nervosos”, concluiu.

A Banda B entrou em contato com a assessoria de imprensa da Prefeitura de Curitiba, que informou que considera a manifestação extemporânea, por desrespeitar entendimento firmado em reunião no Ministério Público do Trabalho, e caracteriza “locaute”. Confira a nota na íntegra:

A manifestação é promovida pelo proprietário de três empresas que prestam serviços de limpeza para a Secretaria do Meio Ambiente, com apoio do Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação de Curitiba e Região Metropolitana (Siemaco), que providenciou o transporte dos manifestantes.

A Prefeitura participou no último dia 30 de outubro de mesa redonda no Ministério Público do Trabalho, com a presença de representantes do Siemaco e das empresas Nicons, Urbanística e Ajardini. A ata da reunião (anexa) registra que foi estabelecido prazo até a próxima quarta-feira, dia 12 de novembro, para que o Município apresente à Procuradoria do Trabalho um plano de pagamentos – o que será feito impreterivelmente no prazo combinado.

Assim, a manifestação, além de prejudicar moradores da região do Centro Cívico e motoristas que passam pelo local, é extemporânea e ilegal.

A Prefeitura vai enviar ainda nesta segunda-feira ofício ao procurador federal do Trabalho solicitando que tome as providências cabíveis contra o sindicato e as empresas envolvidas.