Felipe Ribeiro e Luiz Henrique de Oliveira

Os funcionários de dois Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) da Regional do Tatuquara, na Região Sul de Curitiba, prometem paralisar as atividades por cerca de uma hora na próxima quinta-feira (27) para reivindicar um benefício de 30% referente aos seus salários. De acordo com a educadora Kátia Aleixo, do CMEI Maria Gracita Gracia Gonçalves, a sua unidade funciona desde setembro do ano passado e até hoje os funcionários não receberam o benefício. O outro CMEI que promete paralisar as atividades é o Jornalista Juril Carnasciali.

“Este decreto de 2007 estabelece uma gratificação a funcionários de regiões afastadas do marco zero de Curitiba, no nosso caso, de 30%. Já fizemos abaixo-assinados e não obtivemos resposta da prefeitura, por isso estamos tomando essa atitude”, afirmou a educadora em entrevista à Banda B.

Se confirmada a ameaça, 30 profissionais, em cada uma das unidades, paralisaram as atividades por cerca de uma hora. Caso não haja resposta, eles prometem novos atos. “Nós nos sentimos excluídos, a escola municipal ao lado do nosso muro recebe esse beneficio e a gente não”, concluiu Kátia.

Em nota, a Secretaria Municipal da Educação informou que está ampliando o número de unidades escolares contempladas com o benefício do Difícil Provimento.  Um estudo está em andamento para garantir o pagamento de benefícios aos profissionais da educação lotados em escolas e creches mais distantes do centro. Os CMEIS Jornalista Juril Carnasciali e Maria Gracita Gonçalves, no Tatuquara, estão entre as unidades que serão contempladas. O anúncio ainda não havia sido feito em função da viagem da secretária municipal da educação, Roberlayne Roballo, à Brasília, onde foi apresentar propostas de novos programas para a educação municipal de Curitiba.