Depois do deputado estadual Luiz Carlos Martins (PSD) falar sobre os transtornos que a população que anda de ônibus vem sofrendo em razão dos 5 centavos na tarifa de R$ 2,85 em Curitiba e Região Metropolitana, o prefeito Gustavo Fruet (PDT) disse à Banda B, na manhã desta sexta-feira (17), que a prefeitura já pediu ao Banco Central (BC) para que coloque mais moedas de 5 centavos em circulação. O prefeito foi questionado pela reportagem da Banda B durante a inauguração do Centro de Atenção Psicossocial (Caps), no bairro Boqueirão, em Curitiba, que teve a presença do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

“Nós lutamos para que a tarifa fosse mais baixa e tínhamos valores entre R$ 2,85 e R$ 3,10. Conseguimos R$ 2,85 e estamos trabalhando agora com relação ao problema das moedas que estão faltando. Queremos garantir um entendimento com as empresas e o Banco Central para que não haja problema com os trocos e com a circulação das moedas”, afirmou.

Para o radialista e deputado estadual Luiz Carlos Martins (PSD), que vem há semanas relatando os problemas enfrentados pelos usuários em razão dos 5 centavos na tarifa, a resposta de Fruet não é o que o povo gostaria de ouvir. “Não é dada disso prefeito Gustavo Fruet. Não é isso que o povo quer. Por que não reduzir a tarifa para R$ 2,80. O subsídio do governo estadual foi confirmado, o ICMS do óleo diesel foi reduzido, por que não dar ao povo essa redução de 5 centavos na tarifa, prefeito?”, questionou Martins ao vivo, na Rádio Banda B, hoje de manhã.

Na terça-feira (14), Luiz Carlos Martins fez um artigo no Portal Banda B sobre o problema dos 5 centavos na tarifa. “O trabalhador não precisava passar por mais essa. Nem quem anda de ônibus e muito menos quem ganha a vida como cobrador. Só mesmo quem não sabe o que é embarcar todos os dias em um ônibus poderia tomar a decisão de fixar o preço da tarifa em Curitiba e Região Metropolitana em R$ 2,85. É a típica decisão tomada dentro de gabinetes, sem o ‘cheiro do povo’”, disse Martins em um dos trechos do artigo.

O deputado ainda complementou. “A reclamação é geral. O trabalhador dá R$ 3,00 e fica esperando o troco que, muitas vezes, não vem. As moedinhas de R$ 0,05, que já estavam desaparecidas, agora praticamente sumiram. Desprezadas nos fundos de uma gaveta, quase não circulam mais e, ainda assim, algum burocrata foi lá e fixou a passagem em R$ 2,85”.

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