O prefeito Gustavo Fruet garantiu nesta terça-feira (5) que a tarifa de ônibus em Curitiba não irá passar dos R$ 3,05 (tarifa técnica para os ônibus funcionarem sem a ajuda do poder público), mesmo com o fim do subsídio anunciado pelo governado Beto Richa. Fruet também negou o fim da integração do transporte público entre Curitiba e região metropolitana. A declaração foi dada depois que Roberto Gregório, presidente da URBS, falou em entrevistas que temia pelo fim da integração.

Ao Paraná TV, da RPC TV,Fruet foi taxativo ao ser perguntado sobre a nova tarifa. “Iremos anunciar este valor nesta sexta-feira e não irá passar dos R$ 3,05. O sistema integrado entre Curitiba e região metropolitana também não vai acabar. Só iremos nos reunir com os municípios para ver meios de não trazer um grande prejuízo a nossa administração”, afirmou.

O prefeito também destacou que ainda não foi informado oficialmente sobre a decisão de Richa e disse que não estão esgotadas as negociações com o Estado.

Sem subsídio

O transporte coletivo de Curitiba não terá mais o subsídio do Governo do Paraná. O anúncio foi feito na manhã de ontem (5) pelo governador Beto Richa, onde garantiu que o valor repassado à Prefeitura será mantido até maio, período de vigência do convênio efetuado com o ex-prefeito da cidade Luciano Ducci. O governador disse que o subsídio era apenas uma medida emergencial e que não se poderia torna-se permanente.

Negociação salarial

Em meio ao imbróglio envolvendo poder municipal e estadual, os motoristas e cobradores de Curitiba e região metropolitana seguem sem receber a proposta de reajuste por parte da classe patronal. Em entrevista à Banda B nesta quarta-feira (6) Dino César, vice-presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores, afirmou que ontem, quando terminou o prazo inicial, nenhuma novidade aconteceu.

“Tivemos um dia inteiro de reunião, mas saímos sem nenhuma proposta por parte da classe patronal. Hoje de manhã é o último prazo para a entrega desta proposta. Se vier, ou não, vamos marcar uma assembleia para definir o que fazer com relação a isto. Os motoristas e cobradores já estão ansiosos”, afirmou César.

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