O prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT) afirmou nesta segunda-feira (11) que não vai ceder a pressão dos empresários que querem que a tarifa de ônibus da capital paranaense passe de R$ 2,60 para R$ 3,10. Segundo Fruet, mesmo sem o subsídio do governo estadual, a prefeitura vai garantir um reajuste menor. Mas, segundo o prefeito, para fechar a conta do preço único da passagem em Curitiba e nos 13 municípios da Região Metropolitana, será necessário dinheiro do governo do Paraná.

“Se não houver a renovação do convênio é evidente que, juridicamente, a responsabilidade é transferida para o estado, e nós vamos ajudar a encontrar fonte de financiamento. Agora, o que não é justo e, deixar bem claro, eu não vou transferir todo o subsídio que o governador está tirando para o bolso do trabalhador de Curitiba. Eles querem um aumento para R$ 3,10. A resposta é não”, afirmou Fruet, em entrevista ao G1/PR.

Em meio ao impasse, o governador Beto Richa (PSDB) afirmou que a responsabilidade do transporte coletivo é da administração municipal e não do governo estadual ou federal. Ele ainda disse que não acredita no fim da integração com os municípios da região metropolitana. “Seria inusitado na história do transporte coletivo de Curitiba e Região Metropolitana. Vários prefeitos passaram pela prefeitura, nenhum prefeito até hoje, com exceção do Luciano Ducci e do próprio Gustavo, tiveram qualquer auxílio, qualquer subsídio para contribuir na passagem de ônibus. E nisso eu incluo eu próprio”.

Motoristas e cobradores

A previsão é que o novo valor da tarifa de Ônibus em Curitiba e região seja divulgado ainda esta semana. O fator que mais pesa na conta é a folha de pagamento de motorista e cobradores. Em assembléias realizadas ontem, a categoria recusou o reajuste de 8% oferecido pelas empresas. Na assembleia da noite, houve o indicativo que, se o reajuste for de 10%, os trabalhadores poderão fechar acordo.