Uma frentista de Curitiba ganhou na semana passada uma ação trabalhista contra um posto de combustíveis por assédio moral e sexual. A 4° Turma do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) definiu uma indenização de R$ 10 mil a ser paga pelos patrões. Quem passou as informações à Banda B, nesta quinta-feira (16), foi Laírson Sena, presidente do Sinpospetro (Sindicato dos Frentistas de Curitiba e região). A entrevista completa com o sindicalista irá ao ar, na Rádio Banda B, no próximo domingo (19), a partir das 6h, no Programa Bom Dia Trabalhador, com o apresentador Antônio Nascimento.

“Tivemos contato com esta trabalhadora que sofria assédio moral e sexual por conta de sua opção sexual. Mesmo com toda a modernidade, infelizmente ainda encontramos este tipo de situação. Nosso departamento jurídico teve êxito e conseguimos ganhar esta ação”, descreveu à Banda B o presidente do Sinpospetro, relatando que dentre outras coisas a trabalhadora era frequentemente chamada de sapatão pelo gerente do posto.

Ainda de acordo com Sena, a frentista também era convidada a manter relações com o gerente, que a todo o momento pedia para que ela largasse a atual namorada. “O que aconteceu com esta trabalhadora é um absurdo. Alguns patrões ainda humilham os trabalhadores de uma forma que não pode acontecer. Quem fizer isto vai sofrer as consequências, porque nosso sindicato vai para cima”, afirmou.

O nome da trabalhadora e do posto não foi informado pelo Sinpospetro.