Da SMCS

Quando setembro chega, Curitiba mostra todas as suas cores para esperar a primavera. Depois de meses de estiagem são muitos os tons que aparecem com a florada das árvores. Mas, entre as muitas árvores que florescem nesta época do ano, o ipê é uma das que mais se destacam.

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(Foto: Everson Bressan/SMCS)

A árvore do ipê é alta, bem copada e, no período da floração, apresenta uma peculiaridade: fica totalmente desprovida de folhas. São só as flores. Muitas. Um enorme buquê. E o colorido se destaca de longe. Não há como ignorar. Na floração, o ipê perde suas folhas, resultando num belíssimo espetáculo de cor intensa, onde ramos e galhos praticamente desaparecem. Espalhados por todas as regiões da cidade, os ipês urbanos têm em média 30 anos de idade e porte médio, alcançando no máximo 10 ou 12 metros de altura. O ipê é uma árvore nativa da floresta de Araucárias e indicada para arborização viária urbana, pois como suas raízes são profundas, não comprometem as calçadas.

E é neste finalzinho do inverno, quando ainda há dias chuvosos e ventos fortes, que as flores do ipê, muito fartas nas árvores, provocam um espetáculo a parte. Forram o chão de ruas e calçadas, formando um tapete e bordando na paisagem contrastante cinza da cidade, belas manchas coloridas. Para o curitibano, este é o principal indício de mudança de estação e de clima. Diz um dito popular que, “quando os ipês florescem, não haverá mais geada”. Mas não há nenhuma comprovação científica. É apenas uma lenda, que não apaga a imponência e a beleza da espécie. “A florada depende de questões fisiológicas da planta e de fatores climáticos. Com a diminuição dos dias de frio e o veranico de agosto, a florada dos ipês amarelos teve início mais cedo, colorindo a cidade”, explica a diretora de Produção Vegetal da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Érica Costa Mielke.

Para proteger algumas dessas árvores, a Prefeitura de Curitiba decretou como “imune de corte” os ipês da Praça Tiradentes, da Rodoferroviária e da Manoel Ribas. São árvores frondosas que desabrocham todos os anos dourando a paisagem com suas flores amarelas. O ipê gigante está muito bem representado na Praça Tiradentes e uma de suas principais características são as folhas brancas por dentro. O ipê de várzea está presente em grande número na Rodoferroviária e tem a copa mais aberta e menor porte.

E Curitiba abriga ipês de outras colorações. Além das flores amarelas-ouro, há as flores rosas, brancas ou roxas que fazem uma bela combinação com a madeira da árvore, de cor castanha-oliva ou castanho avermelhada e veios resinosos mais escuros. A flor do ipê é considerada símbolo do Brasil.