A Ferroeste está investindo R$ 960 mil no sistema de segurança de suas locomotivas, informou o presidente da empresa, João Vicente Bresolin Araujo. “Estamos substituindo o sistema de freios por outros mais modernos”, explicou. Até julho, todas as locomotivas da empresa estarão funcionando com os novos dispositivos. A modernização é realizada com recursos integralizados pela empresa.

Segundo o diretor de Produção da Ferroeste, Rodrigo Cesar de Oliveira, a melhoria nos equipamentos trará maior segurança na condução das locomotivas. “Teremos uma confiabilidade superior na frenagem dos trens e um maior controle da circulação”, ressalta. A tecnologia embarcada, também priorizada pela empresa, permite fazer um diagnóstico das viagens, buscando “uma condução ótima” no desempenho dos maquinistas.

A Ferroeste está finalizando duas máquinas, sendo que cada intervenção exige 32 dias de trabalho, em média, e o aporte de R$160 mil por locomotiva. O serviço é feito nas oficinas da Ferroeste, em Guarapuava. O investimento inclui a modernização do sistema pneumático e a implantação de dispositivos de controle e segurança (tecnologia embarcada) nas locomotivas.

Para atender a modernas especificações de segurança, a Ferroeste está realizando nas locomotivas uma modificação de freios 6-SL para 26L, que é mais completo e confiável, possibilitando melhor utilização do freio dinâmico durante as viagens.

COMPUTADOR DE BORDO – A modernização da frota inclui também a instalação de novos dispositivos de segurança como computadores de bordo (CBL). Acopladas ao computador serão instaladas “cercas eletrônicas”, dispositivo de controle da velocidade do trem por GPS.

Outros dispositivos de segurança implantados são os aparelhos de radiocomunicação e os equipamentos de vídeo monitoramento de alarmes.

PARCERIA – A modernização dos sistemas de segurança das locomotivas faz parte de um projeto que vai permitir um acordo operacional entre a Ferroeste e a América Latina Logística (ALL) para que os trens das duas empresas circulem livremente no trecho Guarapuava-Engenheiro Bley (Ponta Grossa).

A realização de um pool de locomotivas das duas empresas vai reduzir o ciclo dos vagões no trecho que é objeto do acordo e resolverá o gargalo de transbordo que hoje existe em Guarapuava. “Com isto, projetamos aumento de 28% no volume de cargas da Ferroeste”, estima o diretor de Produção.

Para que esse projeto se viabilize a Ferroeste está fazendo uma parceria com a ALL, que detém know how sobre tecnologia embarcada e sistemas de segurança.