Por Felipe Ribeiro e Antônio Nascimento

Foto: Antônio Nascimento - Banda B

Foto: Antônio Nascimento – Banda B

A família da menina Tayná Adriane da Silva, 14 anos, e familiares dos policiais presos no caso fizeram uma manifestação na tarde desta quarta-feira (25) para protestar contra o Ministério Público do Paraná (MP-PR), que mantém 16 detidos por suspeita de tortura. O ato aconteceu na Boca Maldita, no Centro de Curitiba, e reuniu cerca de 100 pessoas. Eles agora seguem para o Palácio Iguaçu, onde esperam pressionar o governador Beto Richa.

De acordo com a mãe da menina Tayná, é um absurdo à proporção que o caso ganhou e ela voltou a dizer ter certeza que os quatro presos pela Delegacia do Alto Maracanã são sim os responsáveis pelo crime. “É um absurdo o que o MP-PR está fazendo, os quatro são os assassinos, mas direitos humanos parece existir apenas para vagabundos”, disse.

O protesto foi organizado pela esposa do delegado Silvan Rodney Pereira, que está preso acusado de torturar os suspeitos da morte da adolescente em junho deste ano. Segundo ela, Simone Pereira, as férias de juízes e promotores responsáveis pelo caso preocupa os envolvidos. “Todos os envolvidos que, de alguma forma, se sentem injustiçados. Estamos cansadas porque não temos resposta nenhuma. Ninguém pode falar, o Ministério Público não pode falar, os delegados não podem falar e agora fiquei sabendo que a juíza pegou férias”, reclamou.

De acordo com ela, os policiais presos sob suspeita de tortura ainda não foram ouvidos. “Quando isso vai acabar? Já são dois meses que estão presos”, desabafou.

Segundo a esposa de outro policial preso e que participou do protesto, a manifestação acontece por um sentimento de indignação geral pelo caso. “Não podemos deixar isso assim, cada vez aparecem mais mentiras e injustiças. E ainda escutamos o MP tratando nossos maridos como bandidos”, reclamou.

Crime

Tayná morreu estrangulamento com o cordão de um sapato no último dia 25 junho em Colombo. Quatro suspeitos chegaram a ser presos, mas após uma suspeita de tortura por parte de policiais civis, foram soltos e permanecem fora do Paraná no programa de proteção a testemunhas.