Por Felipe Ribeiro e Flávia Barros

Reprodução Facebook

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A prisão da esposa Ellen Federizzi pegou de surpresa a família do soldado Rodrigo Federizzi, que está desaparecido desde a manhã do dia 28 de julho. Em entrevista à Banda B no começo da noite desta quinta-feira (11), o advogado Reinaldo Vinicius Gonçalves Vieira disse que o momento é muito difícil para a família, que não consegue encontrar motivo para o desaparecimento do policial militar. “Eles estão muito chocados e abalados. Todos estão aguardando o depoimento da Ellen, a quem nunca suspeitaram, e querem saber o que ela tem a dizer”, disse. A esposa foi presa na noite de quarta-feira (10) em casa, no bairro Tatuquara, em Curitiba.

De acordo com a Polícia Civil, Ellen é suspeita de ter participação na suposta morte do marido e por ter simulado o desaparecimento dele. Após o sumiço de Rodrigo, ela teria registrado Boletim de Ocorrência (BO) no dia 30, alegando que o policial tinha saído de casa para resolver assuntos pessoais.

Durante esta quinta-feira, a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) ouviu várias pessoas ligadas ao caso. O filho do casal, de nove anos, porém, foi ouvido por psicólogos do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria). A criança está com os avós e, segundo a família, aparenta não compreender o que aconteceu com a mãe.

Questionado sobre a informação de que a criança teria acordado com um estampido no dia do suposto desaparecimento, o advogado da família desconversou e disse que o depoimento será repassado diretamente dos psicólogos para a DHPP. “Eu ainda não sei o conteúdo do depoimento, mas acredito que muito em breve teremos mais informações. Ainda é cedo para fazer alguma afirmação em relação à conduta dela e se qualquer atitude que teve com o filho pode ter nexo com o desaparecimento”, explicou Vieira.

O mandado de prisão de Ellen foi decretado pela 1ª Vara Criminal de Curitiba, é temporário, e válido por 30 dias. Ela nega que tenha participado do crime contra o marido, mas não sabe explicar a origem do sangue encontrado no carro e no quarto do casal. Amostras de sangue dos pais de Rodrigo foram coletados para que o material genético seja comparado com o dele.

Motivação

A DHPP possui diversas linhas para uma possível motivação do crime. Vieira comentou que a família também pensa em possibilidades passionais ou financeiras, mas não consegue imaginar alguém tirando a vida de Federizzi. “Precisamos primeiramente saber de quem é o sangue. O material foi colhido e ainda não há uma previsão para que tenhamos o resultado. De qualquer forma acredito que há muita coisa para acontecer até que saibamos o que realmente ocorreu. O policial, pelo que pude perceber era muito querido por todos”, concluiu o advogado.

Desaparecimento

A Banda B divulgou o desaparecimento do soldado na manhã do dia 1º de agosto. Segundo informações da família, Rodrigo saiu de casa às 10h30 e não voltou mais. Estava escalado para comparecer na Secretaria de Segurança Pública do Paraná, setor de monitoramento de tornozeleira eletrônica, e também não apareceu.

Um corpo carbonizado encontrado dois dias após o desaparecimento levantou suspeita dos investigadores da DHPP, que já investigavam o caso. No entanto, segundo a Polícia Militar (PM), o corpo do homem carbonizado, que estava na rua Dirceu Machado, no bairro Campo de Santana, tinha estatura maior do que o do policial. Exames posteriores descartaram que o corpo encontrado era do soldado.

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