Da Redação

Ex-reitor e ex-pró-reitor da UFPR prestaram depoimento na sede da PF. (Fotos: Divulgação)

O ex-reitor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Zaki Akel Sobrinho, e o ex-pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Edilson Silveira, prestaram depoimento na sede da Polícia Federal (PF) na tarde desta quarta-feira (15). Eles foram convidados a dar esclarecimentos e informações que possam ajudar na investigação dos desvios em pagamentos de bolsas a pesquisadores no país e também no exterior.

De acordo com a PF, o prejuízo com o esquema ultrapassa R$ 7,5 milhões. Os donos das contas onde o dinheiro era depositado, segundo o apurado pela polícia, iam de cabeleireiros a taxistas, sem qualquer vínculo com a instituição.  “Não são professores, não são alunos, não são servidores, não prestaram qualquer serviço com a universidade”, disse o delegado Felipe Eduardo Hideo Hayashi, responsável pelas investigações, em entrevista coletiva. Essas pessoas também prestaram depoimento na tarde de hoje.

No total, 29 mandados de prisões temporárias foram expedidos pela Justiça Federal do Paraná. Há hipótese que, entre os beneficiários, estejam alguns intitulados como ‘laranjas’, alguém que “empresta” o nome para ocultar a origem ou o destinatário de dinheiro ilícito.

Durante a operação foram presas Tânia Maria Catapan, que é secretária executiva da pró-reitoria de pesquisa e pós-graduação da UFPR, e Conceição Abadia de Abreu Mendonça – chefe do setor de orçamento e finanças do mesmo setor. As prisões têm prazo de cinco dias e podem ser prorrogadas pelo mesmo período ou convertidas para preventivas, que é quando os presos ficam detidos por tempo indeterminado.

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