Por Luiz Henrique de Oliveira e Flávia Barros

Cúpula da Polícia Civil na coletiva sobre o caso (Foto: Flávia Barros – Banda B)

O ex-prefeito de Piên, Gilberto Dranka, preso na casa em que morava na manhã desta terça-feira (31), acusado de ser o mandante da morte do prefeito eleito da cidade, Loir Dreveck, de 52 anos, ligou para o assassino dando as coordenadas para que ele cometesse o atentado, no dia 17 de dezembro de 2016. Dranka tramou para que Dreveck fizesse a viagem para Santa Catarina com a família, para tirar o passaporte, com um carro oficial, para não ter erro na execução do crime.

Tudo isso foi tramado de forma minuciosa porque, dois dias antes, o acusado de matar Dreveck, um morador em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, tinha matado outra pessoa que estava em um carro semelhante ao usado pelo prefeito eleito. Com isso, Dranka fez questão de que Dreveck viajasse com um veículo oficial e passou todas as coordenadas para o assassino, para que não houvesse mais erro.

A motivação do crime foi política e, além de Dranka, o presidente da Câmara Municipal de Piên, Leonides Maahs, que foi quem contratou o atirador, deve ser preso na próximas horas, já que a Polícia Civil deve pedir a prisão dele.

Segundo as investigações, Dranka escolheu Dreveck como seu sucessor sob a promessa de que cargos fossem oferecidos após a vitória. Porém, depois de eleito, Dreveck decidiu moralizar a prefeitura e nomear secretários por questões técnicas e não políticas. “Dranka ficou revoltado, porque investiu muito dinheiro no Dreveck e, a partir daí, com seu grupo político, tramou o crime”, descreveu o delegado Rodrigo Brown de Oliveira, do Centro de Operações Policiais Especiais.

Na missa de corpo presente

Na missa de corpo presente, Dranka teve sangue frio durante toda a cerimônia de sepultamento do político, em dezembro do ano passado. Dranka sentou na primeira fila da missa de corpo presente, em Piên, deu entrevista emocionado (assista abaixo) e ainda carregou a alça do caixão de Dreveck.