Redação com MP-PR e G1/PR

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) realiza nesta quinta-feira (8) a terceira fase da Operação Publicano, que investiga um esquema de corrupção na Receita Estadual do Paraná, envolvendo auditores fiscais e empresários. Nesta fase, o Gaeco cumpre seis mandados de prisão, 12 de busca e apreensão e sete conduções coercitivas, além de cumprir mandados de sequestro e arresto de bens.  Nesta etapa, está sendo apurado especificamente o crime de lavagem de dinheiro.

Até as 10h, quatro pessoas haviam sido presas — o ex-delegado da Receita José Luiz Favoretto, o seu irmão, Antônio Pereira Junior Favoretto, Leila Pereira, cunhada de Favoretto, e o advogado André Arruda, informou o G1/PR.  Os mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em Londrina e Curitiba, e os de condução coercitiva em Londrina, Arapongas e Ibiporã.

Foram ordenados ainda o sequestro e arresto de embarcações, veículos e motos e equipamentos de uma lotérica, além de imóveis em Londrina e Porecatu e, ainda, valores em dinheiro. Os mandados foram expedidos pelo Juízo da Terceira Vara Criminal de Londrina.

A defesa dos irmãos Favoretto afirma que ainda não teve acesso aos autos e não tem condição de se pronunciar sobre as prisões. Leile e Arruda ainda não têm advogado declarado, segundo o G1.

As investigações do Gaeco apontam que auditores da Receita Estadual, que deveriam fiscalizar as empresas, deixavam de verificar irregularidades e não autuavam sonegadores. O esquema milionário cobrava propina para anular débitos e reduzir, por meio de fraudes, o valor de impostos.

A Justiça já aceitou denúncia contra 62 pessoas na primeira fase, e contra 125 pessoas na segunda fase.