Anis Amri em imagem divulada pela agência de investigação federal alemã (Foto: BKA/Reuters)

Autoridades pela Europa se mobilizavam nesta quinta-feira para buscar um tunisiano suspeito de lançar um caminhão contra pessoas que estavam em uma feira natalina em Berlim. Um dos irmão do suspeito pediu que ele se entregue.

Quase três dias após o ataque que matou 12 e deixou 48 feridos, a feira de Natal no centro da capital da Alemanha foi reaberta, com blocos de concreto na calçada próxima à rua para dar segurança extra. Os organizadores decidiram reabrir a feira sem música festiva nem luzes e berlinenses e visitantes levaram velas e flores ao local, como tributo.

Autoridades alemãs emitiram um alerta de procurado para Anis Amri na quarta-feira e ofereceram até 100 mil euros (US$ 104 mil) por informações que levem à prisão do tunisiano de 24 anos, além de advertir que ele pode estar armado e agir com violência

Um dos irmãos de Amri pediu que ele se apresente às autoridades. “Eu peço a ele que se entregue à polícia. Se estiver provado que ele está envolvido, nós discordamos disso”, afirmou Abdelkader à agência Associated Press. Ele disse que Amri pode ter se radicalizado na prisão na Itália, para onde foi mandado após deixar a Tunísia em meio aos levantes da Primavera Árabe.

A imprensa alemã informou que houve buscas em vários locais durante a noite, como na cidade de Dortmund e em uma casa para refugiados em Emmerich, na fronteira com a Holanda. Promotores federais não quiseram comentar o assunto.

Uma israelense, Dalia Elyakim, foi identificada como uma das 12 pessoas mortas quando o caminhão foi lançado contra a feira de Natal na segunda-feira, disse um porta-voz da chancelaria de Israel.

Autoridades alemãs consideravam há tempos Amri, que chegou ao país no ano passado, uma ameaça potencial. Ele ficou sob vigilância durante seis meses neste ano, mas essa operação havia sido interrompida. A Alemanha tentava deportá-lo depois que o pedido de asilo dele foi rejeitado em julho, mas não podia fazê-lo porque Amri não tinha documentos de identidade válidos e a Tunísia num primeiro momento negou que ele fosse cidadão do país. Um documento pertencente a Amri foi encontrado na cabine do caminhão. Autoridades dizem que ele já usou pelo menos seis diferentes nomes e disse pertencer a três diferentes nacionalidades. Fonte: Associated Press.